Capítulo
16: O Poder dos Pássaros!
Assim que toquei no tronco da árvore para escalá-la,
mas ela estava tão quente que eu nunca conseguiria subir.
Então peguei um dos transportadores e joguei a água no
chão, e fiz uma parede de água, jogando-a contra a árvore para diminuir a
temperatura.
Vários galhos estavam queimados ou tombados, então
tinha que pegar algum que resistisse ao meu peso (não que eu seja gordo).
Toda vez que eu chegava mais perto, mais o pássaro
piava, e me irritava mais ainda, me dando uma sensação de abandoná-lo.
Quando olhei para cima, já estava mais próximo dela, e
vi chamas se irrompendo de cima da árvore. Fiquei me perguntando, como diabos
um pássaro sobreviveria ao fogo?
Quando finalmente cheguei no galho onde estava a ave,
me apoiei para descansar um pouco, até porque subir em uma árvore com fumaça
entrando por todo buraco do corpo, ( ͡° ͜ʖ ͡°), merecia um certo descanso, certo?
Depois de um tempinho, olhei para
o pássaro só para saber se ele estava bem. Como sempre, ele estava piando, pelo
tamanho dava para perceber que era um filhote, ela tinha penas vermelhas e...
Foi nessa hora que eu percebi que
não eram penas, e sim chamas. É, você não ouviu errado, era fogo puro, como se
fosse a própria asa.
Pensei por um instante, se isso
esse bicho é feito de fogo, como é que eu vou carregar isso?
Então peguei o último
transportador que ainda tinha um pouco d’agua, usei-a como uma forma de luva
para mim, e tentei pegar o pássaro.
Quando toquei em sua barriga, ele
começou a piar ainda mais, e tive vontade de jogar ele dali mesmo, no chão
incendiado para ver se ele ficava quieto, mas resisti.
A parte mais complicada foi
descer com ele (ou ela) da árvore, com o bicho se mexendo foi sorte de ele não
ter caído das minhas mãos.
. . .
Quando cheguei em casa, vi
movimento dentro da casa, e já podia prever a bronca que eu iria levar. Vou
explicar para vocês o porque em quanto vou andando. Everaldo ele é muito
protetor dos animais, mas uma das regras que eu tenho é não poder trazer
nenhuma espécie de animal para casa, ele fala que é por causa que eles sujam
tudo, mas quem faz mais sujeira é ele, e o pior é que eu limpo tudo.
Parei para respirar na frente da
porta, me preparei, mas a porta abriu antes na minha cara, me jogando no chão.
Fui conferir se o pássaro estava
bem, a única coisa que não estava normal eram marcas de queimado na palma da
minha mão, mas tudo bem.
-Então você voltou! Eh, desculpa
por bater a porta na sua cara.
Era Everaldo, só podia ser. Era
sempre ele que “acidentalmente” me derrubava, batia ou espancava.
Mas de repente a cara de Everaldo
mudou para séria, provavelmente porque a droga do pássaro começou a piar
loucamente de novo.
-Eu já não disse que não era para
você trazer animais para cá? E o mais importante, acabou com o incêndio?
-Pera, pera, pera, vou te
explicar tudo.
Então expliquei para ele tudo
desde o começo, quando encontrei o círculo de fogo até aquele cara com a face
queimada.
-Hmm, compreendo, então essa ave
causou o fogo?
-É, foi isso mesmo.
-E qual foi o nome do grupo que
ele participava?
-Acho que era, hmm, Rebelião ou
algo assim.
-Me deixe ver o pássaro Seuz.
Abri as mãos para ele, e ele teve
uma cara muito estranha, como de, surpresa? Sei lá.
-Se-seuz, isso é uma fênix.
-Uma o que?
-Fênix, um dos dois animais mais
raros do MultiVerso.
-Sério? Quanto custa?
-Seu idiota, esse animal é o mais
desejado pelos maiores guerreiros!
-Ok, ok, mas porque?
-Você não tem jeito mesmo, vou
explicar. A fênix tem o poder da imortalidade, que pode renascer com seu própio
ciclo de vida.
-Hmm, entendo tudo que você esta
falando mas, pode explicar mais detalhadamente? E também sobre ela ser boa para
guerra, por favor.
-Quando ela nasce, o primeiro
mortal que ela ver ela o adota como “mãe” ou se preferir dono.
-Com o tempo, quanto mais a
afinidade entre o bicho e o dono, mais amigos eles serão. Ela pode ser treinada
para batalhas o que pode ajuda-lo bastante, mas não é essa sua função verdadeira.
-Em uma batalha, caso seu dono
seja extremamente ferido, e que tenha sua morte certa, a fênix sacrifica uma
parte de seu ciclo de imortalidade para dar ao seu dono, trazendo-o de volta
dos mortos.
-Wow, que legal! Quer dizer que
eu posso me tornar imortal?
-Não, ela somente sacrifica uma
parte, e o problema disso é que ela terá que crescer novamente, até sua fase
adulta para usar esse poder de novo.
-Agora, será você que irá cuidar
dela, e você precisa de uma casa para ela, certo?
-Ah, esqueci dessa parte. Então
eu vou descansar um pouco e ir depois para cidade.
Criado por Sr.B
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