Capítulo
20: Os Novos Guerreiros
No caminho até a cidade não encontramos
nada, nenhum membro da Rebelião e nem monstros por perto.
Durante a caminhada, Everaldo explicou a
Cebolinha as coisas que ele não ouviu, e no final ele perguntou:
-E então, quem nós vamos encontlar?
Comecei a remexer as minhas coisas na
mochila, e peguei um, bilhete um pouco desgastado, mas provavelmente ele iria
se lembrar.
-Aquele cala? Ele não é ploculado
pelos Viajantes?
-Ele ofereceu ajuda e nós precisamos, não
custa nada tentar.
-E você acha que ele vai estar nos espelando?
-Vira e olha o que tem atrás do cartão.
Depois de ver, Cebolinha perguntou o que
era aquilo, e respondi:
-Não sei como vai funcionar, mas diz que
quando apertar as letras da frase iríamos nos encontrar.
-Chega de conversa vocês dois, estamos
perdendo tempo temos que chegar lá rápido.
. . .
Dentro da cidade, fomos andando de beco em
beco procurando aquele que havíamos nos encontrado.
Encontramos alguns mendigos, mas nenhum
que se se parece com Joaquim.
-O jeito é usar esse bilhete mesmo, tem
idéia de como funciona Seuz? – Disse Everaldo.
-Só vamos encontrar um lugar deserto para
ver ele, vai que a polícia nos acha e o prende.
Começamos a andar pela parte deserta da
cidade, procurando algum lugar que poderíamos nos esconder.
Achamos então um beco sem ninguém por
perto, e peguei o bilhete e o coloquei e apertei as letras na frase.
Ele caiu no chão, e dele surgiu um homem
com aparência de 20 anos com cabelo loiro, curto e desarrumado e uma jaqueta
preta.
-Olá! To vendo que queriam conversar mais
comigo, e todos vocês juntos, até o Everaldo!
-Você me conhece?
-Claro que sim! No futuro obviamente.
-É uma longa história Everaldo, em resumo,
nós somos bem “conhecidos” no futuro.
-Para que vocês me chamaram aqui? Estava
em uma negociação com uma mulher que...
-Você viajava bastante no tempo,
precisamos que encontre pessoas com poderes que possam nos ajudar em algo e,
além disso, você é um criminoso, deve saber das coisas.
-Nossa Jureg, assim você me ofende, mas
tudo bem!
-Mas antes, quero que me contem o motivo.
Eu viajo muito e quase não encontro pessoas, queria ouvir umas histórias do
presente.
-Desculpe, mas se essa é uma condição
então...
-Ele é confiável, até podemos contar
aquele segredo que você escondeu?
-Uh uh uh, segredinhos, me conte toda
história!
. . .
-Entendo, então é daí que vem suas forças,
hum – Disse Joaquim com a boca cheia de paçoca – Tudo bem, eu vou ajudar vocês.
-Ótimo, já estava demolando.
-Mas...
-Lá vem... – Reclamou Cebolinha.
-Eu quero participar desse seu grupinho.
Everaldo cuspiu a paçoca que Joaquim havia
dado para ele, e Cebolinha caiu da caixa em que estava, mas eu respondi
calmamente:
-Se você tiver algum poder ou uma ótima
habilidade até pode.
-Além de viajar no tempo? Hum, deixe-me
ver, ah sim, sou ótimo quando o assunto se trata de armas de fogo ou brancas.
-Não acho que isso seja...
Então uma lata surgiu bem longe no meio
ar, bem atrás de Joaquim. Sem nem mesmo se virar, pegou uma arma apontou para
trás atirou, e acertou a lata.
-Impressionante – Bajulou Everaldo,
analisando-o.
-Huf, exibido – Debochou Cebolinha.
-Acho que é suficiente,
pode vir conosco, Joaquim.
-Legal! Eu vou
participar de um grupo, nós vamos brincar juntos, comer juntos, rir juntos,
matar monstros juntos, vamos dividir roupas juntos!
-Nem tanto assim, mas
é, vamos ser companheiros.
-Agola que já acabaram de conversar, que tal você falar logo pala aonde temos que ir.
-Certo, certo, direto
como sempre, né Cebolinha? Bom, vejamos, no futuro o seu grupo tem sete
pessoas, e nome dele é “Joaquim e Seus Escravos”.
Olhamos com uma cara de
“fala logo qual é o nome”, e ele sacou e disse o nome.
-Vejamos, acho que era,
pera, não, o nome era “Guerreiros”.
-Só isso? – Perguntou
Everaldo.
-Sim, eu que dei a
ideia – Disse orgulhoso.
-Ok, se somos sete,
quatro já estão aqui, então só precisamos achar mais três e então...
-Na verdade Seuz somos
três, eu você e Cebolinha.
-E Everaldo, ele vai
conosco também.
-Ele só nos acompanha,
não faz parte da equipe em si. O que quer dizer que falta ainda quatro pessoas.
Everaldo olhou para
Joaquim desconfiado e Joaquim olhou para ele, mas depois tudo se normalizou.
-Vamos logo, eu já to
ficando com sono dessa conversa – Disse Cebolinha bocejando.
-Verdade que temos
pouco tempo, por favor, poderiam tocar o meu braço?
Chegamos perto dele e
tocamos seu braço e então, ele girou os ponteiros e pude perceber, que nós
estávamos viajamos no tempo.
Criado por Sr.B
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