Capítulo
21: A Fortaleza de Sangue
A sensação de viajar no tempo era quase
igual à de teleporte, só que nós devemos andar na linha temporal (acho que é
assim que os cientistas falam) e procurar o momento certo.
-Aqui, acho que encontrei o tempo certo, venham!
Joaquim pulou no buraco temporal e nós
pulamos em seguida. Não era tão estranho, era só um buraco no tempo (como um
portal) e caímos em uma prisão.
Estava mais para um hospício, mas tinha
bem a cara de uma prisão também. Era frio, e estávamos em uma fenda entre duas
montanhas gigantes.
O clima era frio, mas não em temperatura e
sim com um clima sombrio. O prédio estava em ruínas, não podia acreditar que
poderia haver alguém ali.
-Tem certeza que estamos no lugar certo,
este lugar é tão vazio, não é possível que tenha alguém morando aí.
-E como víamos para cá? – Falou Everaldo –
Por acaso viajem no tempo também serve como transporte?
-Isso? Não foi nada, originalmente os
relógios normais só serviam para viagens temporais, mas eu configurei este para
poder viajar entre locais também.
-E quanto tempo se passou?
-Um segundo, da cidade para aqui.
Continuamos andando para o prédio. Tentei
abrir a porta principal só que ela estava trancada, e Joaquim pegou uma faca e
quebrou a porta de vidro.
O lugar de entrada só tinha um sofá, uma
prateleira com armas e um balcão onde alguém ficava.
-Oba, mais armas!
-Não temos tempo para isso, vamos logo -
Disse Everaldo.
Depois de Joaquim pegar mais munição e um
canivete suíço (ele disse que adora colecionar canivetes para sua coleção)
continuamos a andar pelo prédio procurando algum sinal de vida.
Tinha sangue por todas as paredes, como se
alguém tivesse se apoiando nela e alguns ratos andando por aí, mas nada de vida
terrâna.
As paredes cinza sujas com sangue, depois
de um tempo, percebemos que nelas havia algumas palavras escritas como, saia,
vá embora ou fuja. E me diga, por que continuamos?
No final, havia uma escada levando para
dois lugares diferentes, o andar de cima estava bloqueado com cadeiras e mesas
com poeira sobre tudo, o que indicava que ninguém passava ali por um tempo.
A escadaria do andar de baixo estava
aberta e vimos um rastro de passos nos degraus, além de ouvir alguns gemidos lá
de baixo.
-Oba, gemidos! Será que podemos conversar
com o capeta lá embaixo?
-Tem como calar a boca? – Disse Cebolinha.
Fomos descendo há escada abaixo (não não,
foram subindo lá embaixo), e enquanto mais descemos havia mais palavras
escritas nas paredes, como “Sua alma está condenada” ou “Se esconda e reze por
piedade aos Deuses, não há mais volta”, só me animando mesmo.
-Por acaso estamos lidando com algum
psicopata que come almas de pessoas? Esses avisos estão me irritando – Falei.
-Relaxa, no final podemos ter um novo
integrante no nosso grupo – Disse Everaldo.
Embaixo, era um corredor gigante, com uma
porta gigantesca no final, poderiam dois elefantes um em cima do outro poderiam
passar sem problemas.
-Esperem um pouco, vou fazer uma coisa -
Disse Joaquim, e em seguida girou os ponteiros do relógio, e depois apareceu no
mesmo lugar.
-O que aconteceu? – Disse Cebolinha.
-Fui a alguns minutos no futuro para ver o
que acontece, só isso.
-E o que aconteceu? – Perguntou Everaldo.
-Fácil, morremos – Disse ele pegando uma
paçoca do bolso.
-E exatamente o que aconteceu? – Insistiu
Everaldo, mesmo estando com uma cara de espanto.
-Hmm, deixe-me ver, Cebolinha foi na
frente falar com o cara, ele recusou, o Cebolinha insistiu, ele não quis, aí
ele tentou trazer o cara a força falando que ia matar ele se não viesse e o
cara nos matou.
-Seuz, vá você então, só não o ameace, ok?
– Falou Everaldo.
Mais uma vez eu teria que resolver o
problema ou só atrairia mais problema ainda.
Fui andando sozinho na direção da porta
enquanto eles ficavam no começo do corredor só vendo a minha cena de palhaço.
A porta era dura e ainda mais gigantesca
vista de perto (͡° ͜ʖ ͡°), e no canto do corredor havia uma maçaneta
presa no ferro.
Girei-a e a empurrei
e o que vi la dentro, era um pouco aterrorizante.
Havia crânios de
esqueletos, ossos e sangue esparramado no chão. No meio da sala, um garoto
entre 10 à 13 anos estava sentado em uma cadeira.
Com cabelo escuro
desarrumado e com uma tatuagem em sua testa, seus olhos estavam fechados e ele
estava em uma posição fetal (encolhido) em cima da cadeira, como se estivesse
chorando, só me permetindo ver sua testa e seus olhos fechados.
-Ola, eu sou Seuz
e...
-Saia agora – Ele
disse, sua voz era um pouco rouca, mas provavelmente era por causa que não
tinha nenhuma água por ali.
-Olha, eu não sei o que você tem, mas...
-Vou ter que repetir? – Disse ainda com os
olhos fechados.
-Desculpa cara, só quero que você me...
-Se não sair em 10 segundos, eu mato você.
-Eu não vou sair e nem quero te machucar,
só vou...
-Cinco segundos...
-Tirar você daqui e depois conversarmos e...
-Acabou seu tempo.
-Aé? Então vai, me mata, quero ver você tentar.
Ele abriu os olhos, eles tinham o mesmo
formato da sua tatuagem na testa, como um redemoinho com uma linha no meio, em
cor preta.
Quando aqueles olhos se encontraram com os
meus, senti uma sensação estranha e eles começaram a arder.
Assim que abri meus olhos de novo, estava
praticamente no nada, somente eu e ele sozinhos no nada.
-Parece que você é um pouco burro, sua
mente está vazia ao que vejo.
-Mi-minha mente? Estamos na minha mente?
-Sim, posso ver suas lembranças e
pensamentos, se tentar alguma coisa, vou saber e vou destruir sua mente no
mesmo instante.
-Então você sabe que...
-Você quer se vingar da mulher que matou
seus pais, e para isso precisa de ajuda de outras pessoas? É, eu sei disso.
-Por favor, você pode vir conosco, eu não
quero só criar esse grupo para me vingar, mas também para...
-Proteger as pessoas, as cidades, aquela
gente que é mais fraca, e você usariam a força para protegê-las, bem comovente
de sua parte.
-Então deixa para lá, me solta desse troço
logo e nós vamos embora e te deixamos em paz.
-Sua oferta é ridícula, mas eu aceito, eu
vou com vocês, por vontade própria.
-Sério? Valeu cara, então nós...
-Mas, se você vai nos liderar, quero
testar sua força em um jogo.
-Que jogo?
-Fuja da minha ilusão, e eu irei com você.
Ele estendeu as mãos para o alto, e cópias
dele mesmo surgiram, e foram para cima de mim. Eba.
Criado por Sr.B

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