Seuz Adventures - Capítulo 26

Capítulo 26: O Corredor

      Seuz

      -Que tipo de companhia, exatamente? – Disse Misó.
      -Uma que você não vai gostar, agora temos que ir rápido!
      Corremos para um prédio grande, com mais ou menos com 15 ou 16 andares, era cinza escuro e ficava no fim da rua, e entramos nele.
      Ele estava quebrado, caindo aos pedaços, e na portaria não havia ninguém, completamente abandonada.
      -Deve ter alguma lista de hóspedes aqui, com isso podemos achar o andar que ela mora, procurem rápido! – Disse Joaquim.
      Joaquim foi para uma pilha de papéis em cima da mesa na recepção, creio que não iria ajudar em muita coisa, mas tudo bem.
      Eu e Misó pulamos para trás do balcão, e peguei uma lista eletrônica que estava em cima do balcão, mas só havia listas telefônicas e alguns sites que é melhor eu não dizer aqui.
      Misó estava procurando nas gavetas de registros, um local provável para ter um registro. Depois de alguns segundos ele falou:
      -Aqui, encontrei uma menina de 13 anos que mora sozinha no 7ª andar, apartamento 23, é essa aqui Joaquim?
      Antes que Joaquim viesse, peguei a foto e a ficha e a reconheci da foto que Everaldo havia me amostrado antes.
      -Sim, é ela, vamos!
      Corremos para o elevador que estava no canto da portaria, e clicamos para ir ao 7ª andar. Quando estávamos mais ou menos pelo 5ª andar, uma velinha de cabelos brancos encaracolados com roupas bem estragadas e antigas, entrou no elevador e ficou ao nosso lado.
       -Querem uma balinha? – Disse a idosa.
       -Ahã, não obrigado.
       Ela saiu no 6ª andar e depois saímos no 7ª andar, e procuramos o apartamento 23.
        -E agora? Batemos na porta? – Falei.
        -Não, estamos com pressa – Disse Misó.
        Então nesse momento ele chutou a porta e ela caiu dentro do apartamento, caindo em cima de uma pilha de comida.
        -Ótima ideia.
        O apartamento estava com comida jogada no chão, com manchas de sujeira nos cantos da parede, com fatias de pizza no chão, um celular jogado no sofá tocando e roupas espalhadas pelo apartamento.
        Uma menina com pele escura de cabelos pretos curtos, veio da porta de pijama escovando os dentes, e assim que nos viu, uma cara de espanto apareceu em seu rosto, mas é até compreensivo quando três pessoas invadem sua casa no meio da manhã.
        -Quem são vocês? – Disse ela.
        -Eu sou Joaquim, e esses dois aqui são Misó e Seuz.
        -Saiam daqui agora! Eu vou chamar a polícia e...
        -Não vai chamar não – Disse Misó, sumindo com o celular no sofá.
        -Co-como você fez isso?
        -É uma longa história Raynna.
        -Como sabe meu nome?
        -Não temos tempo para explicar, tem que vir conosco – Disse.
        Uma rajada de vento forte passou por nós, derrubando a mesa e o sofá e jogando no ar as roupas.
        Depois disso, um homem com um sobre-tudo preto pegou Raynna pelo pescoço, e disse:
        -O que foi? Não me viram chegando?
        Ele tinha um cabelo preto espetado e desarrumado, olhos verdes escuros, e com uma cicatriz abaixo do olho esquerdo, com um sorriso presunçoso no rosto.
        -Se acha que podem fugir como fizeram com os outros da Rebelião, não poderão comigo.
        E continuou ele, agora olhando para Raynna, enquanto a enforcava.
        -Me...solta...
        -Não não não, primeiro quero os daimonas dos corpos desses dois garotos aqui – Disse o homem da Rebelião, apontando para mim e para Misó.
        -Temos que fazer alguma coisa para soltar ela, antes que ela morra.
        -Joaquim, atire AGORA! –Eu gritei.
        Foi tão rápido, que mal deu para entender o que havia acontecido ali. Joaquim pegou uma pistola rapidamente, e atirou contra o peito do homem da Rebelião.
        Mas ele foi muito mais rápido que Joaquim, desviando somente indo um passo para o lado e pegando-a, então a jogou de volta dentro do cano de disparo da arma de Joaquim, destruindo ela por dentro (esses detalhes são graças ao Escritor que esta escrevendo isso, porque se não vocês não entenderiam nada o que estava acontecendo).
        -O que foi isso? – Disse Joaquim.
        -Ele é um velocista, isso que aconteceu – Disse Misó.
        -Um o que?
        -Velocista, ele pode correr mais rápido do que qualquer um aqui, por isso seu reflexo também foi rápido.
        -Como vamos pega-lo?
        Mas sem falar nada, Misó tentou colocar o velocista em uma ilusão, mas ele somente saiu voando para a parede de trás.
        Então o velocista estava do meu lado no lugar de Misó, e disse:
        -Não pode me colocar em uma ilusão se não consegue me ver, não é?
        -Irei matar todos vocês! Mas vocês dois kates, vão ter um tratamento especial, irei roubar eu mesmo a alma de vocês e...
        Sua cara foi socada tão fortemente, que ele além de voar para a parede do apartamento, como também a quebrou e parou somente na parede do quarto do vizinho, com o meu soco.
  Nesse momento, a porta do quarto abriu e a idosa do elevador estava lá, parada vendo a luta.
      -Saia rapíd...
   -Calado, verme - Ela começou a se transformar em uma mulher de cabelos vermelhos com olhos dourados, e surpreendentemente estava com o sobre-tudo da Rebelião (isso foi sarcasmo).
    -Misó, cuide da Raynna rápido e chame ajuda do Everaldo, Joaquim, cuida dessa mulher-vovó, eu cuido do velocista.
   Joaquim pegou sua arma e atirou contra a mulher-velha e depois a chutou para o corredor dos apartamentos, enquanto o velocista ainda estava se levantando dos escombros.
   -Você é forte Seuz, mas não é por isso que você vai me derrotar!
   Ele se levantou, e só tive tempo de invocar fogo na minha mão, mas de nada adiantou, já que ele me socou na barriga e me jogou contra a uma janela e caí no chão da rua.
   Alguns ossos tinham quebrado, mas por enquanto nada para se preocupar, por enquanto. Um raio desceu da janela do prédio e me pegou pelo pescoço, me levantando e ao mesmo tempo enforcando.
  -Garoto tolo... – Disse ele socando rapidamente meu abdômen.
   -...não pode vencer... – Continuou ele socando meu rosto e me derrubando no chão novamente.
   -...o que você não entende – Disse ele me socando novamente no abdômen.
  Eu achava que iria doer muito menos do que esperado, mas com a velocidade dele, conseguiu quebrar minha costela.
  Quando caí no chão o sangue saiu da minha boca como água saindo de uma fonte, e o homem da Rebelião me levantou novamente, me segurando pelo pescoço, mas três pessoas apareceram atrás dele.
   -Solte-o, ou... – Disse Everaldo.
  -Ou o que velho? – Disse o homem da Rebelião, então foi nessa hora, que ele quebrou minha coluna vertebral, e eu desmaiei.


Criado por Sr.B

0 Observações dos leitores::

Postar um comentário