Capítulo
30: O Passado
Cebolinha
-Se quer tanto lutar contra mim, vai ter
que apreender a superar seu medo – Ele fechou e abriu os olhos rapidamente, com
os mesmos olhos de Misó.
As lembranças inundaram minha mente, me
recordando do passado (o que foi, achou que ele não sabia sobre a letra r?).
Estava novamente na mesa de jantar com 4
anos na casa de meus pais, e minha mãe estava em pé na pia fazendo meu prato de
comida.
-Mamãe, mamãe, a comida está pronta? –
Perguntei para ela.
Eu não controlava o que estava fazendo,
nem o que falava, somente observava a cena.
-Sim, querido, está quase pronto – Falou
ela sorrindo para mim, um sorriso caloroso de mãe.
Ela terminou de fazer a comida, e eu
estava ansioso para comer, ela trouxe o prato em uma das mãos e com a outra mão
atrás de suas costas.
Antes que ela colocasse o prato na mesa, o
deixou cair e uma expressão de dor repentina surgiu em seu rosto.
Sangue se espalhou pelo seu peito e ela
caiu no chão, imóvel.
No lugar dela, meu pai estava em pé com
uma faca ensanguentada.
-Você tem sorte de eu não mata-lo aqui –
Disse ele com a expressão séria – Venha, vou te levar para um lugar.
O lugar desapareceu, se
destorcendo e se transformando em uma prisão.
Eu estava deitado no
chão, com sangue em minha boca percorrendo por todo meu corpo. Marcas de ferida
estavam se destacando na minha pele seca, e a luminosidade clarearam a sala
escura.
Meu pai estava de pé,
olhando para mim sem nenhuma expressão em seu rosto.
-Levante-se, não tenho
tempo para lerdezas.
Eu me levantei com dor,
e me arrastei para a porta da cela, e ele se aproximou e abriu a porta.
Pegou meu ombro e me
levou para a outra sala aonde ele fazia os testes. A sala era escura com mesas
cheias de seringas, anotações e pesquisas e microorganismos estranhos.
Ele me colocou na mesma
cadeira de antes, me prendeu nas cordas de metal, e foi para a mesa de
experimentos.
Ele voltou para mim com
uma seringa com um líquido verde em cada uma das mãos, com um de seus olhos em
forma de espiral e no final com uma linha para cima.
Ele injetou uma seringa
na veia de cada braço, e ele a aplicou e eu gritei de agonia e dor.
-Pare! Por favor!
Por...favor! – Suplicava para ele.
Assim que acabou tudo
na seringa, ele me soltou e me levou de volta para a cela, me jogando no chão.
-Você, não tem
permissão para morrer.
Ele se virou e saiu da
sala, e a ilusão se desfez.
Eu estava perto
novamente na casa em chamas, agora ajoelhado para meu pai, com ele olhando
friamente para mim.
Olhei para ele
secamente, peguei minha espada e tentei corta-lo.
A espada somente
atravessou ele, que se desfez e apareceu atrás de mim, segurando minha mão que
segurava o punhal da espada.
Ele a tirou de mim e a largou no chão,
socou com uma força que poderia destruir uma árvore só com um soco, me pegou
pelo pescoço com o outro braço e bateu com minha cabeça em uma árvore perto.
-Você é fraco ainda, achei que depois de
tudo seria forte.
Com a outra mão, surgiu uma lâmina em sua
mão, e antes que ela cortasse minha barriga, uma explosão estrondosa soou ao
fundo.
Ele me largou no chão, e olhou para o
lugar de onde veio o som da explosão.
-A prisão de Orgí foi enfraquecida, creio
que não é aconselhável estar aqui por perto, Cebolinha.
Mesmo estando com uma fúria imensa, por
saber que todo meu treinamento foi á toa, perguntei:
-Por...que selia um perigo, Seuz é flaco.
-Sim, ele é fraco, mas seu daimonas não –
E ele desapareceu.
Criado por Sr.B
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