Capítulo
34: Vidas Entrelaçadas
Seuz
-O caminhão de cargas deve estar chegando
– Falou Cebolinha pelo walk-talk – Estão posicionados?
-Sim – Respondi junto com Helena.
-Estou pronto – Falou Misó de algum lugar
das arvores.
Assim como dito, o caminhão de entregas
apareceu no final da estrada. Quando ele se aproximou mais, um cervo criado
pela ilusão de Misó, correu contra o caminhão e bateu contra ele.
O caminhoneiro parou e saiu do caminhão
para ver o que fez, e neste tempo eu e Helena aproveitamos que ele estava
distraído e corremos para a caçamba.
Subi
na caçamba do caminhão e puxei-a para dentro e fechei a caçamba.
-O-obrigada, senhor.
Sentei ao lado de um caixote e Helena
sentou ao meu lado, apoiando sua cabeça no meu ombro.
-Você está bem?
-Sim, só quero tocar em você.
Ela se aproximou mais de mim, e fiquei um
pouco mais quente. Depois de um pouco de tempo ela se afastou e suspirou.
-Estou bem mais disposta agora.
-O que quer dizer? – Perguntei olhando
para ela.
Ela deu uma risada fraca, que durou por
pouco tempo, e se virou para mim com um olhar vazio.
-Estamos conectados espiritualmente,
quando você se tornou o dono do cristal que me selava você se tornou meu
mestre, e minha conexão com o Mundo Mortal.
-Mundo Mortal?
-Sim, o primeiro dos três Mundos, aquele
que possui mais vida entre todos.
-E você – Perguntei com um pouco de receio
– de que Mundo você é?
-De nenhum, sou algo parecido criado pela
sua espécie, e fui presa no Mundo Fantasma.
-Criada? Como isso é...
-Possível? Eu não sei, e também não possuo
nenhuma compaixão por nenhum de vocês, só os sigo por sobrevivência.
-Não sente nada? E por que precisa de nós
para sobreviver?
Ela me olhou com um olhar de repressão,
provavelmente achando que eu estava fazendo muitas perguntas.
-Eu preciso de você, não dos outros, quanto mais próxima eu estiver de você mais
viva e forte eu ficarei, então por favor fique quieto – Ela sentou ao meu lado,
e ficamos ali por um bom tempo.
. . .
O caminhão parou bruscamente depois de
meia hora de viagem, e ouvimos batidas vindas da parte de fora.
-Ei! Foi o Sr.Hosbrawn que fez esta
encomenda, não é preciso de revista, estou atrasado demais para isso!
Um barulho estranho começou, fazendo algo
como : bip bip bip.
-Caminhão de carga nº34, autorizado a
trafegar pela cidade.
Um ruído estrondoso lentamente apareceu, e
o caminhão seguiu o caminho para dentro da cidade.
A
janelinha que dava para a cabine do motorista se abriu e Raynna estava com um
sorriso olhando para nós. Everaldo estava sentado no banco ao volante,
comandando o caminhão.
-Estão bem ai? Estamos chegando perto de
Rainbow City, se preparem para desembarcar!
Ela fechou o vidro e nos deixou sozinhos
de novo junto com as bagagens.
-Vamos logo, iremos atrapalhar o plano se
não estivermos prontos – Falou Helena com firmeza.
Ela se levantou e pegou sua pequena
mochila cinza, foi até a caçamba e ficou parada ali.
Depois de 10 minutos continuando a
trafegar pela cidade, o caminhão fez uma descida brusca e depois uma parada.
Alguém bateu no caminhão e a caçamba foi
levantada e Cebolinha e Diana estavam em pé ali na frente.
-Temos que ir logo, Hosblawn está em uma confelência
e todo o plédio está com a segulança flaca no lesto dos andales.
Helena e eu descemos do caminhão e
Cebolinha me segurou no caminho, e disse:
-Não, você ilá ao -23º andar, Evelaldo
disse que a algo que você plecisa
pegar antes.
Estranhei o que ele disse, já que ele não
disse nada disso sobre ir a um andar diferente no plano, mas assenti.
Fui até um elevador próximo ali no
estacionamento, e cliquei no botão do -23º, a propósito a parede de botões
começava do chão e ia até o teto de tantos andares que havia.
Chegando lá,
parecia muito mais uma forja de armas antigas do que a empresa tecnológica que
eu estava.
O lugar tinha várias
tecnologias e maquinas estranhas, mas também havia armas jogadas em mesas,
armas que eu sabia e que eu nunca havia visto antes.
Na frente de
algumas armas estavam nomes escritos, provavelmente demarcando o dono.
“Indreas Vlaghit”
era o dono de uma arma estranha, uma adaga com uma lâmina tripla e as duas ao
lado eram menores e a central era maior, mas aparentemente ela estava ali há
anos, cheia de poeira.
Continuei
andando até uma espada escrita “De Everaldo Ripper, para Seuz”. Peguei a espada
com minha mão direita e senti meus poderes naturais atravessando pela espada,
uma corrente elétrica.
. . .
-Por que não me
falaram disso? Eu gostaria de saber que eu teria uma espada assim.
-Shii – Silencio
Diana – Ela esta vindo, temos que nos esconder rápido e sair daqui, já pegamos
tudo que precisávamos.
-Ela quem? –
Perguntei me agachando atrás de um sofá gigante na recepção, junto com Helena e
Cebolinha.
-Ela – Cebolinha
apontou para a entrada, e uma senhora de cabelo moreno curto com
aproximadamente 50 anos, acompanhada por homens fortemente armados e Lick.
-Se-senhora! –
Falou Lick assustado – Hosbrawn está em uma conferência agora, você irá esperar
ou...
-Não me
interessa o que Hosbrawn está fazendo, ele sabia muito bem que eu viria para
esta porcaria de cidade.
Ela se virou
para o lado e vi seu rosto, ela tinha algumas verrugas por causa da idade, um
nariz pequeno e uma boca pequena, mas o que destacava era seus olhos totalmente
brancos.
-Ela – Disse Cebolinha
– É a Líder da Lebelião.
Criado por Sr.B
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