Seuz Adventures - Capítulo 35

Capítulo 35: O Passado da Cidade

Seuz

A Líder ignorou Lick e continuou a andar, seguindo adiante até o hall de entrada, para falar com a secretária.
Quando passou na frente do sofá onde nós estávamos escondidos (era um sofá bem grande) senti sua aura de poder irradiando, mas não me arrisquei a olhar o poder espiritual dela.
-Onde está Hosbrawn? Tenho que ir embora daqui o mais rápido que puder – Perguntou ela para a secretária, colocando o braço direito sobre o balcão.
-E-ele está em reunião agora, se-senhora.
Ela olhou nos olhos da secretária e disse:
-Onde – Ela deu uma pausa para assusta-la – está?
A secretária se virou rapidamente ao computador, mexeu em algumas coisas ali e disse:
-40º andar, na sala ao fim do corredor.
A Líder se virou e andou até o elevador, com os soldados e Lick a seguindo.
Assim que se foram, saímos por uma das janelas a lateral do prédio, Cebolinha ao nos sentarmos ao chão para descansarmos, disse:
-Evelaldo esta nos espelando em uma viela ao lado do apartamento da Raynna.
-Certo, o que faremos lá? – Perguntei.
-Nós velemos.

. . .

Depois de uma hora caminhando pela cidade tentando não sermos notados, ao chegarmos ao beco, encontramos Everaldo em usa cadeira de rodas ao lado de Raynna e Misó.
Raynna estava sentada ao lado de um alçapão que levava para algum lugar a baixo do solo.
Chegamos mais perto e paramos próximos a eles.
-Oi! Como foi, conseguiram a planta? – Perguntou Raynna, se aproximando de nós.
-Hã – Falei um pouco constrangido, me afastando um pouco – Que planta?
 -O que nós fomos pegar, a planta de entlada para os andales infelioles do plédio – Falou Cebolinha sem nenhum problema.
-Ah – Neste momento, me senti um pouco chateado por eles não terem falado nada sobre isso – Por que não me avisaram?
-Você já tinha sua missão, ilia somente de pleocupar – Falou ele calmamente.
-Bom – Falou Raynna tentando aliviar o clima – Venham conosco, é um lugar seguro para ficarmos hoje.
Ela foi até o alçapão e a seguimos.
Ali havia uma rampa que levava para um corredor um pouco estreito um pouco escuro, e que dava até algo que eu não sabia.
Raynna desceu na frente, Misó foi até Everaldo e o empurrou até a rampa para baixo, e depois nós os seguimos.
Assim que saímos do corredor que tinha acesso pela rampa, chegamos a uma espécie de bunker, só que muito mais conservado.
As paredes eram cinzas, à esquerda havia dois beliches, no meio havia um sofá velho em forma de “L”  com um tapete estranho.
Havia na parede direita do quadrado com uma geladeira, garrafas d’água, computador e uma estante de livros.
No teto ao canto da sala havia um gancho com uma gaiola dourada com Phoenix dentro. Ao me ver ela começou a piar e fui até ele fazendo cafuné.
Everaldo foi até o computador e começou a usa-lo, mas antes disse:
-Vocês não tem o que fazer por enquanto, eu vou fazer algumas observações nessa planta e depois eu vou falar com vocês – Disse ele seriamente.
-Mas – Falou ele colocando um sorriso no rosto – Até lá vocês podem fazer o que quiser, só não deixem ser identificados pelos guardas ou os Oficiais – Disse ele virando sua cabeça novamente para a tela do computador, nos ignorando.
Cebolinha disse que precisava fazer algo e Diana insistiu em ir junto, ele tentou recusar, mas acabou que os dois saíram para a cidade.
Misó falou que estava sentindo dores no seu pescoço (onde havia aquela mancha negra estranha mais precisamente) e foi se deitar.
Raynna, eu e Helena sentamos ao sofá e fiquei vendo aquele lugar curioso para que foi feito.
-Raynna – Chamei ela, que se virou e estava mordendo uma maça.
-Sim? – Falou ela mastigando.
-O que é esse lugar?
Ela olhou envolta e disse um pouco calma até demais:
-Esse lugar é um bunker antigo, onde meu avô se escondia aqui durante a guerra.
-Guerra? Houve uma guerra na cidade?
-Bom, quer que eu conte mesmo? Não lembro de muitas coisas mas...Deve ter algo nos livros.
-Sim, acho que é bom saber do passado da cidade que vamos salvar.
-Se vocês irão ficar falando de história – Falou Helena bocejando – Eu vou dormir, vocês terrânos que precisam estudar, eu não.
Ela se levantou e foi até uma parte de cima dos beliches e se virou de lado.
Raynna foi até a estante de livros, ficou ali por um tempinho procurando e pegou um livro de capa de couro, marrom com uma cinta que servia para trancar, como se fosse um diário.
-Esse diário meu avô escreveu durante a guerra quando ele estava, bom, ele viva nessa época.
-Ele, morreu?
Ela ficou com uma expressão mais séria e falou:
-Não, ele está bem vivo.
-Mas isso não importa – Cortou ela antes que eu disse algo.
Ela abriu o diário e folheou algumas páginas, e disse:
-Aqui ele fala que no passado, essa cidade viveu uma crise muito grande, e que se aproveitando disso um maníaco dominou a cidade, começando uma ditadura rigorosa.

-Então, depois de varias atrocidades que ele fez, um grupo de pessoas criou uma organização que eles dizia que iriam buscar a liberdade, o nome deles era – Ela fez uma pausa, pensando se deveria dizer – Rebelião.
-Ele disse que nessa época o ditador Dainen Youssef  começoua ficar paranoico com a guerra contra a Rebelião, e que as pessoas acredito que o motivo de ele perder foi por causa da loucura do poder.
Ela fechou o livro rapidamente e o colocou sobre a mesa e olhou para mim fixamente.
-Olha eu não sei se deveria falar mas... - Sussurou ela olhando para Everaldo de canto de olho e se aproximando mais.
-Everaldo está pensando em deixa-lo fora da invasão de amanhã - Falou ela baixinho.
-Mas por quê? Eu estou incrivelmente bem que...
-Ele diz que você está muito fraco para ir conosco, Cebolinha até mesmo criou outro plano sem você.
Parei para pensar e já sabia o que ia fazer, mas algo me incomodava.
-Por quê está me dizendo isso?
Ela sorriu para mim e passou a mão esquerda sobre meu cabelo, desarrumando-o.
-Por quê você é legal, e me preocupo com o que pode acontecer aos outros - Nesse momento ela olhou para as coisas de Misó sobre a cama.

Criado por Sr.B

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