Capítulo
36: O Guerreiro Mais ou Menos Solitário
Seuz
Depois de uma boa noite de sonhos no
bunker com os amigos, acordei com um despertador no meio da madrugada como
planejado, e me levantei silenciosamente.
Tentando não acordar ninguém, pego minha
nova espada e pego uma bainha para colocá-lo no meu cinto da calça.
Saí dali no meio da madrugada para as
ruas, e comecei a andar em direção ao prédio de Hosbrawn.
-Senhor Seuz! – Um grito ecoa pela rua
silenciosa, e algo me derruba no chão da rua – Planejando ir a algum lugar?
-O que você ta fazendo aqui? Você
estava...
-Eu ouvi você e Raynna conversando – Disse
ela com um tom obvio – Estava pensando mesmo em ir sozinho enfrentar a Líder e
a Rebelião?
-Não, eu posso...
-Blá blá blá, você não poderia invadir o prédio,
derrotar a Rebelião e a Líder,tudo sozinho não é? – Ela se levantou e fiz o
mesmo.
-Eu não queria que ninguém viesse comigo,
mas já que você esta aqui, eu tenho que ir com você mesmo – Eu me virei e fui
andando em direção ao prédio.
. . .
Ao chegarmos, o sol já estava nascendo e
as ruas já estavam mais movimentadas e então começamos a andar mais a espreita.
Depois de andar algumas quadras, a
movimentação nas ruas começou a ficar estranha, fazendo uma roda de pessoas no
meio da multidão.
-Ei, vá à frente Helena, eu alcanço você
depois – Sussurei para ela.
Andei para mais perto e ver o que estava
acontecendo, e vi algo que me deixou com um pouco de raiva.
Ali estava uma idosa caída no chão e em pé
ao seu lado, a mulher de cabelos vermelhos e olhos dourados no encontro do
apartamento de Raynna, estava falando com ela.
-...entendido? Acha que toleramos a falta
de respeito nesta cidade? – Ela pisoteou o rosto da idosa, jogando-a para trás
com seu nariz sangrando.
-Sinceramente, terrânos são tão tolos assim,
a ponto de desafiarem a própria morte? – Ela disse, cuspindo na cara da idosa.
Antes que eu fosse para frente e causar um
grande problema, uma mão segurou meu braço e me levando para trás.
-Ainda não – Quando virei vi Helena,
olhando normalmente para a idosa – Você terá uma chance de vinga-la mais tarde
– E saímos andando dali o mais depressa possível.
Depois de tanto andar, chegamos até o
prédio de Hosbrawn, que estava sendo rodeada por guardas.
-Sem Misó aqui, não vamos conseguir
invadir o prédio – Falei.
-Conseguiremos, observe – Helena seguiu em
frente com os braços cruzados em suas costas, em direção aos guardas.
-O que quer, garotinha?
Nada Helena falou, ao invés disso estendeu
sua mão para frente, estalou os dedos e os olhos dos fantasmas ficaram vidrados,
deixando suas armas caírem.
-Vamos, o que está esperando? – Disse ela
olhando para trás, em minha direção. Eu a segui para dentro do prédio.
Na recepção, a secretária nos viu mas não
ligou para nós, ao contrário, ela disse baixo:
-Estão aqui para fazer aquilo que
proporam? As câmeras já foram desligadas, podem ir já, salvadores!
Ela nos disse para onde irmos, agradecemos
e fomos ao elevador.
A tabela de andares estava com botões
sujos, mas alguns deles estavam com marcas de dedos recentes, para andares
superiores da torre.
-Onde ela está exatamente?
-Em um dos últimos andares do prédio,
junto com Hosbrawn – Disse a ela apertando um dos botões do elevador, subindo
para a batalha.
Joaquim
-Renda-se, meliante – Falou o cara do
cabelão.
Eu estava jogado no chão, sem munição
nenhuma das armas que estavam comigo, e a única que ainda havia recarga estava
jogada longe demais para eu pegar.
Um de seus tentáculos de energia
cravaram-se no chão do meu lado, para me assustar.
-Seu julgamento será feito justamente e
sem atrasos, mas vejo que ainda tem resistência de sua parte...
Ele tinha um cabelo preto longo, chegando
até a altura de suas mãos, um cigarro em sua boca, um sobre-tudo que cobria
grande parte de seu corpo, mas não era o mesmo da Rebelião. Sua característica
principal era os tentáculos de aura azul.
-Os Viajantes toleraram tempo demais suas
atitudes, Joaquim Stincks, neto de Awral Stincks. Temos respeito por seu avô,
mas roubar o protótipo do relógio temporal? Isto é um crime para ser julgado
até mesmo pelo próprio Sr.D!
-Eu não roubei! Eu nunca queria algo que
pudesse... – Mas foi tarde demais, dois de seus tentáculos vieram em minha
direção, havia chego meu fim.
*BLINK*
-Não ilei
deixar você moler, ainda me deve uma.
-O que é isto? – Ele disse voltando com
seus tentáculos.
Cebolinha estava na minha frente, com
Everaldo de cadeiras de rodas ao longe, acompanhado de Misó, Raynna e Diana.
-Lutar contka
alguém desarmado? Onde está sua honla?
-Então, você será meu oponente, criança? –
Disse ele com um sorriso malicioso.
-Não – Cebolinha guardou sua espada
vermelha, e foi andando na direção dele – Não tenho tempo pala covardes como você, tenho uma vingança pala lealizar.
Raynna, Everaldo e Diana o acompanharam,
me deixando sozinho com Misó.
-Intrigante, muito interessante... – Disse
o Viajante olhando para Misó.
-Uma das 7 bestas está presa em você, e
vejo que não consegue se controlar direito – Ele olhou para a mancha negra em
seu pescoço.
Misó com uma cara de desinteresse, se
aproximou de mim e falou:
-Não quero usar meu daimonas para mata-lo,
tenho uma missão a cumprir, vamos logo com isso.
Criado por Sr.B
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