Capítulo
37: Ilusão vs Tempo
Misó
Minha pupila mudou, se transformando no
símbolo da minha família e da minha maldição.
-Ora, ora – Falou o Viajante com um pouco
de temor – Alguém da família Nishimura neste local? Que intrigante... – Disse
ele me analisando com cautela.
Seus tentáculos de energia começaram a se
mexer levemente para frente, entrando em posição de ataque.
Um sorriso em seu rosto surgiu, como se
aquela batalha que estava para acontecer o seria atrativa a ele.
Olhei em seus olhos, e no momento seguinte
os tentáculos investiram.
Corri até ele e me agachei do primeiro
quando ele se aproximou, no ataque do segundo, terceiro e o quarto vindo por
ultimo abaixo de mim, deixei os dois primeiros chegarem perto o suficiente de
mim, segurei-os pela ponta e senti minhas mãos queimando, impulsionei os
tentáculos para me jogar sobre eles e passar pelo quarto, caindo no chão e
continuei avançando contra ele.
Sem tentáculos para atacar, de sua boca um
liquido verde começou a vazar e ele o jogou em meu rosto, mas bloqueei-a com
meu braço.
O líquido começou a corroer minha roupa e
depois minha pele, criando uma ferida.
-Esse ácido pode corroer até mesmo aço em
uma forma fraca! Você não tem escapatória! – Disse ele rindo e dando um soco em
meu rosto.
Andei para trás e ser capaz de me
defender, e ele veio atrás de mim.
No pouco tempo de reação que tive, uma
ideia surgiu em minha cabeça, e eu a pus em pratica.
Novamente ele investiu socando a mim,
bloqueei com meus braços e segurei os dele, ficando cara a cara com o Viajante.
Assim que olhei em seus olhos, ele
claramente percebeu o que eu queria fazer, e chocou sua cabeça contra a minha,
me jogando para longe.
Arrastei-me pelo chão e segurei em um dos
postes, e em seguida me reergui. Quando vi-o já estava em meu alcance, tentando
me dar um ataque combinado de tentáculos de energia com um punho cheio de
ácido.
Fui de encontro aos ataques sem pensar nos
riscos, e assim que seus punhos e tentáculos me tocaram meu corpo se tornou
intangível e eu o atravessei.
Surpreso com isto, aproveitei a chance
para um contra-ataque. Rapidamente me virei contra ele e uma forma tremeluziu
em minha mão, formando uma lança com um cabo amarelo-sol e uma ponta
vermelho-fogo.
Antes que a lança encostasse no Viajante,
seus tentáculos de energia estavam se enroscando pela lança com ácido neles,
corroendo a arma.
-Se acha que uma simples ilusão... – Ele
empurrou a lança contra mim, me empurrando para o chão -...pode me ludibriar,
está enganado!
A lança derreteu em minhas mãos e soquei
seu rosto de surpresa, e em seguida ele chutou minha barriga me jogando para
longe.
O Viajante recompôs sua postura e limpou
sua boca cheia de sangue com o braço esquerdo.
-Você até que luta bem garoto – Falou ele
andando em minha direção.
Corri na direção dele e tentei-o socar
pela direita, mas ele bloqueou com seu braço.
-Mas ainda não é páreo para Hiroki Ken! –
O Viajante me deu um gancho de direita na barriga me jogando para cima, e neste
tempo Hiroki aproveitou para dar uma cabeçada em mim.
No chão, tentei me levantar, mas senti
algo pisoteando minhas costas me jogando de encontro ao chão.
De sua boca, ácido propositalmente foi
jogado sobre minhas costas. Hiroki me pegou pela roupa com a mão direita me
erguendo do chão.
Seus tentáculos surgiram novamente de suas
costas, e me seguraram pelas pernas e braços, sustentando-me na frente dele.
Pelo meu pescoço senti um formigamento e
depois dor, e a marca começou a crescer novamente sobre minha pele.
-O que houve? Não consegue mais lutar
criança? – Ele viu a mancha preta crescendo em meu pescoço e sorriu – Oh, não consegue controlar seu daimonas, herdeiro
dos Nishimura?
Hiroki começou novamente a me dar
repetidos socos por todo o corpo, chutando-me e rindo baixo para si mesmo.
-Acabou o show para você, criança – Disse
Hiroki com grande confiança, pegando uma adaga das dobras de seu manto.
-S-sim... – Falei com fraqueza, e em
seguida recobrando minhas forças e levantando minha cabeça rapidamente, onde
antes estava abaixada – O show acabou aqui.
Neste momento, meus olhos estavam com a
forma do poder da ilusão, e eles se desfizeram voltando ao normal, e toda a
cena e o lugar mudaram.
. . .
Hiroki estava amarrado com seus próprios
tentáculos de energia com ácido queimando sua pele, ajoelhado no chão de
asfalto da rua.
Joaquim estava em pé novamente ao lado do
Viajante com uma de suas armas, agora carregadas, mirando na cabeça dele.
-O que...pretendem fazer comigo? –
Perguntou ele olhando com receio a arma apontada para sua cabeça, e para mim de
vez em quando.
-Por enquanto precisamos somente mantê-lo
preso aqui – Falei com convicção, acreditando que nada ele poderia fazer – Eu
falarei com você depois.
No céu, nuvens escuras começaram a se
formar escurecendo o lugar que até a pouco estava ensolarado, preenchendo o
silencio que tinha por ali com trovões.
-Co-como você – Começou a perguntar,
Hiroki – foi capaz de me vencer?
-A luta estava acabada antes mesmo de ela
começar, quando o coloquei na primeira ilusão – Fiz um sinal para ele se
silenciar com a mão, e ele ficou quieto.
Olhei para Joaquim, que também olhou para
mim com cautela, desconfiado do que eu pudesse fazer.
-Temos muito sobre o que conversar,
traidor.
Criado por Sr.B
0 Observações dos leitores::
Postar um comentário