Seuz Adventures - Capítulo 38

Capítulo 38: Reencontro Familiar


Cebolinha

Tentamos subir pelo elevador, mas ele estava sendo usado indo direto a um dos andares mais altos do prédio.
-Deve ser Seuz e Helena usando-o – Falou Everaldo em sua cadeira de rodas, olhando o andar aumentar pelo indicador digital em cima da porta do elevador – Temos que tentar chegar ao topo o mais rápido possível.
A secretária que estava recolhendo coisas que aparentemente era para fugir dali, disse-nos que eles estavam indo ao 123º andar, que era a cobertura.
Everaldo agradeceu a secretária e a disse para se retirar dali e tirar o máximo de pessoas possível daquela área, pois estavam correndo grande risco.
Fomos até as escadas e por sorte nelas havia uma rampa que permitia Everaldo prosseguir conosco, sendo empurrado por Raynna, e começamos a subir de andar por andar.

. . .

Por volta do 43° andar, deixamos de passar pelos escritórios e fábricas, e chegamos em algo parecido com um galpão para guardar coisas que seriam usadas ou que estavam quebradas.
-Sinto algo estranho neste andar, algo de diferente dos outros – Comentou Everaldo sendo empurrado por Raynna, enquanto olhava para os lados.
Quando passamos por uma fileira de caixas enfileiradas, uma faca vindo das sombras do andar quase atingiu Raynna, que estava à frente de todos levando Everaldo.
Ela parou imediatamente junto com os outros, e das sombras vieram mais facas em nosso ataque.
Antes que ela chegasse perto, peguei rapidamente minha espada e defendi-nos com a lâmina escarlate.
Olhei em volta segurando a espada com as duas mãos procurando o inimigo.
-Apaleça! Se plefele lutar das somblas, é melhor eu nem perder meu tempo com você! – Falei tentando provoca-lo.
Virei-me rapidamente assim que ouvi um barulho estranho vindo de trás de nós, um zunido que estourava os ouvidos.
Das sombras entre um corredor de caixas de madeiras claras e velhas, as sombras se distorceram e se transformaram na forma de um homem com um manto negro de cabelos escuros curtos como de um soldado, e seus olhos com a mesma forma dos de Misó, quando o usa para ilusões.
Seu rosto era um pouco inchado, com um nariz médio e em seu queixo havia dois piercings de metal em forma circular.
Antes que ele pudesse fazer ou falar algo, parti contra ele surgindo em sua frente o atacando com a espada, mas rapidamente com seu reflexo segurou a espada com uma de suas mãos e depois me jogando para longe com a outra.
Fui jogado na direção dos outros e Diana me segurou antes que eu caísse.
-Você está bem?
-Sim – Peguei minha espada que estava caída e a finquei no chão, quebrando a ilusão – Vão lápido antes que ele nos coloque em outra ilusão, eu ilei lutar contla ele.
Segurei o cabo negro da espada e puxei-o e segurei-o com as duas mãos, olhando para ele, desafiando-o.
-Nós iremos voltar, eu prometo – Disse Everaldo sendo levado à escada por Raynna, acompanhado de Diana.
Assim que eles se foram, novamente os olhos de Íroas se transformaram e o galpão se distorceu para um mundo de sombras.
-Você não mudou nada desde quando nos encontramos antes... – Falou ele da escuridão, e mais facas foram lançadas contra mim de diferentes direções.
Indo de um lado para o outro e defendendo-me com minha espada, consegui sair ileso das rajadas de facas.
-...ainda é um tremendo fracasso como um guerreiro – Disse secamente, e em seguida surgiu em minha frente com uma arma feita de uma longa haste de madeira e uma lâmina prateada reluzente, totalizando 2 metros como arma.  
Ataquei-o e a lâmina da minha espada quebrou a haste da arma dele, fazendo-o recuar.
Com um pedaço da arma em cada uma de suas mãos, ele esticou os braços em minha direção e os juntou. A madeira se fundia a outra, recriando a haste tornando a arma nova em folha.
-Esta é Naginata, uma arma perdida do mundo dos sonhos, aqui ela pode assumir qualquer forma e poder, no caso – Ele piscou lentamente, me observando atentametne – não é possível neste seu estado me derrotar.
Rapidamente, Íroas surgiu em minha frente atacando com Naginata e me defendi com minha espada.
Depois de fazer repetidos golpes contra mim e eu defender-me, em um momento quando a madeira se encontrou com a lâmina escarlate da espada, ela se liquidificou se transformando em a´gua e atravessou a espada e em seguida se solidificou, e assim a lamina quase cortou meu rosto ao meio, mas fui rápido o bastante e ir para o lado e somente ser ferido em meu ombro.
Novamente ele me atacou e nossas armas se chocaram, mas essa não era a real intenção dele.
Estando próximo da espada, Íroas usou o poder de sua ilusão para distorcer e sumir com a minha espada, me deixando indefeso.
Nós recuamos e ficamos nos encarando, até que depois de uns segundos ele falou:
-A lâmina forjada pelo próprio Livro UnderHill, praticamente indestrutível, uma hora ou outra eu teria que tira-la de você.
-Se acha que eu só sei lutar artes marciais... – Estendi meus braços para baixo, concentrando a energia espiritual em mim trazendo-a para este mundo, criando uma lamina gigante de energia cinza em cada uma de meus braços.
-...está enganado! – Ataquei-o desferido golpes rapidamente e a única coisa que ele foi capaz de fazer foi defender-se.
-A energia de um simples têrrano, nada mais você é do que isto! – Disse ele após Naginata ser quebrada e se reconstruir de novo e recuar.
Com um ar mais sério do que antes e com seu manto com partes rasgadas, Íroas fincou a arma do mundo dos sonhos no chão obscuro, e uma rachadura branca se espalhou por todo o lugar, mostrando que estávamos batalhando em um cubo totalmente escuro.
Ele se rachou por completo e se desfez e seus pedaços caíram no chão, lotando-o de cacos de algo como uma parede negra.
Naquele momento pensei que ele havia desfeito a ilusão e iria lutar contra mim, mas ele ainda estava com Naginata e seus olhos ainda estavam com a forma do símbolo do poder da ilusão, o que indicava que a situação só havia piorado.
-Antes estávamos presos no Cubo da Mente, uma técnica de ilusão que afeta uma determinada área e causa uma escuridão completa que não pode ser enxergada através dela de qualquer jeito, além de consumir pouca energia do usuário.
O membro da Rebelião tirou a arma cravada no chão e segurou-a com a mão direita, colocando-a no chão e se apoiando com uma pose de mago.
-Mas agora aumentei o raio de alcance da ilusão, todo este lugar existe e não existe! Trouxe-nos para o meu mais próximo da realidade! – Ele ergueu Naginata e com um raio o teto se partiu, mas ao invés dos pedaços gigantes de concreto caírem sobre nós, elas começaram a se levitar para um buraco em um céu negro totalmente obscuro, que as absorvia para dentro dele como um buraco negro com uma escala de absorção muito menor.
O chão abaixo de nós se repartiu e começou a se levitar também, assim fazendo com que tivéssemos que batalhar em ilhas flutuantes no vácuo de um espaço criado por ele.
Usei meu poder e modelei minha energia cinza fazendo-a crescer das minhas costas em forma de asas angelicais, e alcei vôo na direção de Íroas.
-Mesmo usando energia cinza, pode manipula-la como deseja... – Disse ele antes de eu o atacar com uma corrente cinza e ele segura-la e me puxar para ele.
-Mas ainda, é um fracasso como experimento... – Assim que terminou de me puxou para perto o suficiente de si, ele golpeou meu rosto e senti o tempo desacelerar envolta de mim, e com isso Íroas fincou Naginata na coxa da minha perna e me jogando para longe com um chute na barriga.
Enquanto estava sendo jogado para trás, minhas asas diminuíram a velocidade e me estabilizar no ar.
Com as asas batendo, Íroas veio contra mim deixando de lado Naginata em uma das pedras, vindo com as mãos nuas.
Seu punho se chocou contra o meu que estava envolvido por energia, e eu o socando por cima o forçava contra o chão e ele me empurra para cima com seu punho, e ficamos nesta disputa de força.
Fiz grande parte da energia do meu corpo fluir para meu braço e então tive uma vantagem por poucos momentos. Depois de notar a mudança do fluxo de energia no meu corpo, Íroas aproveitou isso e socou-me com seu braço livre meu rosto.
Com isso, fui para trás propositalmente e o contra-ataquei com todo meu poder nas mãos, socando-o em sua barriga e com a força do golpe, cuspiu sangue sobre mim mas ignorei, levantei um pouco vôo e usei minha perna totalmente esticada para joga-lo para baixo nas pedras.
Cortando o vento com minhas asas e indo em sua direção, segurei minha espada com as duas mãos sobre meus ombros criando eletricidade na lâmina, gritando, ataquei Íroas.
No chão, ele pegou Naginata que antes estava cravada na rocha e alterou a consistência do cabo dela, deixando-a feita de um material branco reluzente, adenlight.
Rápido graças à queda e as minhas asas, fui capaz de chegar perto dele e quase atingi-lo com minha espada, mas ele foi mais ágil e se defendeu com Naginata, e ficamos em um impasse novamente.
Aos poucos, reparei que o cabo de Naginata feito de adenlight estava se partindo, e transmiti a energia que restava para a lâmina escarlate, e depois de um tempo quebrei-a.
Com ela se partindo aos pedaços e Íroas em choque, aproveitei essa brecha e ataquei-o em seu pescoço, para dar o golpe final desta luta.
Antes que isso acontecesse, as pedras deixaram de ser sugadas pelo vórtice no céu e pararam no ar assim como eu, e com a expressão surpresa, só pude assistir ele se levantando.
Olhando para mim sem nenhuma expressão no rosto, Íroas segurou meu pescoço com sua mão esquerda e estendeu a palma da sua direita, e Naginata surgiu de lá, e ele fechou a palma agarrando-a.
-Chegou seu fim, haverá novos seres para serem cobaias no futuro.
Ele investiu com ela sem excitação, mas antes que ela perfurasse meu peito, o símbolo em seu olho se desfez, quebrando assim a ilusão.

. . .

Ficamos caídos no chão, ele ajoelhado com uma de suas mãos apoiando-se no chão e com a outra sobre um de seus olhos.
Deitado no chão estava eu com a espada jogada e totalmente indefeso, a mercê de Íroas.
Ele se levantou lentamente, com um pouco de fraqueza em seus movimentos, e olhou para mim.
-Você...deve treinar até um próximo encontro, e quando for capaz, venha me enfrentar – Ele se virou com seu manto rasgado nas pontas se debatendo com o vento que vinha da tempestade que estava se formando lá fora pelas janelas.
Num vislumbre, vi ele com a cabeça sobre o ombro olhando para mim enquanto andava, dizendo-me:
-Da próxima vez, irei usar metade de minha força, isto eu tenho certeza – E ele se foi nas sombras de uma ilusão, junto com minha consciência por ter gastado todo meu poder.


Criado por Sr.B

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