Seuz Adventures - Capítulo 42

Capítulo 42: Finalmente! A Batalha Decisiva!


Seuz

Uma energia negra estava transbordando do meu corpo, que a propósito eu estava corcunda, olhando com raiva fixamente a Líder.
Ela caiu no chão e ficou um tempo de joelhos ali, rindo prazerosamente. Rapidamente, surgi na sua frente e desferi um gancho de direita nela com bastante de minha força, mas somente a atravessou.
Seu rosto havia se liquidificado e meu punho o atravessou, e com minha guarda baixa ela aproveitou para me dar um soco na barriga, me jogando para longe.
Quando fui jogado para trás, as correntes de ar mudaram me fazendo estabilizar em pleno ar, e voei baixo em direção a ela.
Ao me aproximar, ela, como se tivesse em uma brincadeira de crianças, chutou meu queixo quando cheguei perto, me elevando no ar.
Erguendo suas mãos para as nuvens de tempestade, disse aos berros:
-Kika Zero!
O bastão de água encravado em minha perna se vaporizou e foi aos céus, mas não foi somente isso, sobre minha pele todas as gotas de chuva se desfizerem também.
-Toda forma líquida presente em seu corpo irá se gasificar e se juntar a minha tempestade, me fortalecendo.
Desabei no chão, sentindo minha força saindo do meu corpo junto com um vapor vermelho envolta de mim. Minha pele já estava ficando seca e murcha, com a falta de sangue.
Ela se agachou com um sorriso sádico no rosto, com seu dedo indicador colocou-o no meu queixo, levantando minha cabeça.
-Junto com sua própria força, o poder do daimonas em você será levado para a tempestade, e então, será meu!
Ela se afastou e me deixou caído no chão e foi em direção à Helena e Raynna, que estavam ali imponentes observando a cena.
-Sabe... enquanto você está aí se contorcendo, vou brincar com suas amiguinhas – Em sua mão direita, uma faca de lâmina dupla feita de ferro, e começou girá-la com seus dedos.
 Mesmo estando com aquela sensação de ódio e tristeza jogando minha consciência para baixo, a vontade de protegê-las gritou mais alto.
A tempestade já mais intensa, me levantei com fraqueza e respirei fundo e fiz o impensável, suguei com minha boca as nuvens de tempestade.
As gotas d’água mudavam seu curso em direção a minha boca, hidratando-me e fortalecendo-me com tudo aquilo.
Minhas forças voltaram, no céu ainda havia algumas nuvens de chuva, mas eram pouquíssimas comparadas a quantidade de antes e não era possível ver ou ouvir nenhum raio ou trovão.
-Helena, Raynna, saiam daqui, senão vocês podem se ferir – Elas haviam levado o corpo de Everaldo para longe da batalha enquanto lutávamos, e sem protestar, ambas correram para a escadaria indo aos andares de baixo, e de relance vi Helena me vendo com um olhar de “boa sorte”, e se foi.
A Líder virou sua cabeça olhando para mim sobre seu ombro, assim que se virou na minha direção, surgi em sua frente com meus braços envoltos de correntes elétricas e a ataquei.
Atacava-a com os punhos fechados e ela somente desviava indo para os lados e para baixo, num ritmo muito acelerado de luta.
Quando tentei golpeá-la com meu cotovelo esquerdo em seu peito, ela o segurou com uma de suas mãos, e com a outra usou seu dedo indicador para “espetar” minha axila, e me soltou.
Fingindo me contorcer no chão, ela viu e abaixou sua guarda, e nesse momento oportuno a ataquei com meu punho direito envolto de eletricidade em seu rosto.
Novamente, seu rosto explodiu como se uma pedra houvesse sido jogada num lago calmo, e depois se refez mesmo quando minha mão estava dentro de sua cabeça.
-Até quando vai persistir? Não é possível tocar em mim, mortal! – Com uma simples tapa, ela me derrubou.
      Seu manto, antes somente molhado pala chuva, estava rasgado por todo o corpo, deixando a mostra um colete de malha fina, mas que havia resistido aos golpes elétricos.
      O Sol, já sobre nós completamente, secava as poças d’água ali no terraço, e observando a água, tive uma ideia.
      Investi novamente contra ela, agora ao invés de usar as duas mãos e o poder dos raios, ataquei-o somente com uma das mãos, usando fogo.
      -Oh, o velho não te ensinou que o fogo é mais suscetível à água? – Provocou a Líder enquanto desviava sua cabeça de um golpe de fogo à sua direita.
      Ela não só ia aos lados para se desviar, mas também pulava e desaparecia e surgia em outro lado como uma rajada de vento, e eu sempre me virando para tentar acertá-la.
      Em um de seus desaparecimentos repentinos, havia esperado ela surgir atrás de mim para poder virar o jogo.
      Sem saber como fiz aquilo, dei um salto para trás girando, atacando-a com minhas pernas, que a propósito esqueci de falar, estava também envoltas de fogo.
      -Tsume Akuma No Hi! – Por um breve momento, achei que havia de fato conseguido acerta-la, mas novamente atravessou-a.
      Um sorriso de quem dizia “não há mais esperanças a você” surgiu em seu rosto.
      Quando estava caindo, ela estava próxima o bastante de mim, e coloquei o plano em prática.
      Estendi meu braço que não estava pegando fogo para tocá-la, e como pensei, ela não se liquidificou e consegui senti-la.
      -Puresaaisu! – Mesmo não a tocando com toda minha mão, o simples contato com meu dedo do meio em sua pele a resfriou naquela área.
      Caí no chão indefeso, mas ao invés de usar essa chance para me atacar ela se afastou, olhando para o que eu havia feito.
      -Entendo, até que você tem cérebro, hein.
      Na coxa de sua perna havia uma parte congelada, e aos poucos ela se espalhava para o resto da perna, para congelar todo o corpo.
      A Líder ajeitou sua posição ficando reta, e em seu braço esquerdo à água deslizou até sua mão, que se solidificou até formar uma espada de fio único prateada, como uma dos cavaleiros da antiguidade (no mundo de vocês, leitores).
      Corremos um contra o outro, em minha mão direita o poder de fogo estava clamando para queimá-la, enquanto na direita, o gelo na palma dela estava formigando um pouco.
      Ao nos aproximar um do outro, a Líder tentou me cortar na área da barriga, mas deitei-me e rolei no chão, apoiei meus pés firmemente e me joguei para cima, tocando-a suavemente com meu braço esquerdo, o de gelo.
      Os reflexos dela eram incríveis, mas mesmo se liquidificando a tempo, o gelo ao tocar a água a solidificou mais rápido ainda do que o que eu esperava, e no meio desse processo soquei seu rosto fortemente com minha mão direita envolta nas chamas.
      Joguei-a para longe, e ela foi deslizando para trás, e seus pés faziam uma trilha de destruição enquanto se arrastavam para trás.
      Aproveitando que ela estava surpresa com o acontecido, assim como fiz com as nuvens de tempestade, inspirei fundo e aspirei a umidade no ar, como um aspirador sugando poeira.
      -Akuma... – Meu corpo estava cheio de umidade, e em minha boca essa umidade se transformou em água -... No Kōzui!
      Expeli a água da minha boca, e como uma inundação foi jogada contra a Líder para assim que seu corpo físico estivesse encharcado, usasse o gelo para congelá-la definitivamente.
      Se recuperando do choque, ela bateu as palmas de suas mãos na direção de seu peito, e pude sentir um enorme poder daquele sinal de mãos.
      -Maindo: Uzu! – Antes que a água a atingisse, e foi por pouco, no espaço entre a inundação e ela, um vórtice surgiu, sugando toda a água para dentro dele.
      Senti que o jogo havia virado novamente, e que ela estava com vantagem sobre mim.
      Parei o ataque d’água e me ajoelhei olhando o chão, descansando. Ela desfez o vórtice vendo seu triunfo.
Esse poder, assim como antes contra Everaldo, de onde ele vem?
Sua perna esquerda estava totalmente congelada, assim como sua cabeça (que havia um buraco grande em formato de punho na bochecha) e seu braço direito.
Pela primeira vez, um sorriso de que finalmente havia uma chance apareceu no canto da minha boca. Na minha mão esquerda, o poder de gelo se desfez, indo embora junto com o formigamento.
Invoquei o fogo na mão esquerda, e agora estava preparado para o final da batalha. Com a mão direita em chamas, soquei o chão sobre mim, que se desfez em uma pequena cratera me fazendo cair mais, assim como na luta contra Deivus.
Corremos um contra o outro de novo, e novamente ele usou sua espada d’água para tentar me cortar ao meio.
Invés de me desviar e contra-atacar, me abaixei um pouco e toquei a lâmina com minha mão esquerda, me firmei e a segurei, e rapidamente vapor saiu dentre meus dedos.
-Você está vaporizando a espada?! – Falou ela em tom de surpresa.
Com a outra mão, usei-a como uma faca e cortei o braço congelado dela com meu fogo, extraindo gritos de dor.
Ela soltou a espada e segurou com sua mão esquerda tentando estancar o ferimento, mas sangue saía dali como um gêiser.
Não mostrei piedade, e aproveitei que ela estava impossibilitada de um dos braços e que estava mais vulnerável, e ataquei-a sem remorso.
Com minhas mãos em um fogo intenso, dei suscetíveis golpes nela, mesmo tentando se esquivar ou bloqueá-los, ela estava muito mais lenta do que antes, e quase não usou sua liquidificação.
 Dando socos em sua barriga, rasteiras flamejantes, ela já não se agüentava mais em pé, até que disse com seu único braço cruzado em seu manto destruído, sobre sua barriga:
-Você sabe que eu, neste momento, sou só uma possessão! Mesmo que me derrote aqui, eu irei arrumar outro jeito de roubar seu daimonas...
-CALADO! – Minha raiva contra ela (na verdade, eu nem sabia se aquele espírito era uma mulher) estava no limite, e senti aquela mesma sensação demoníaca retornando.
A única parte de seu corpo que não estava coberta pelo gelo, era a área do seu coração, onde estava ainda congelando. Seus movimentos eram duros, como se doesse cada vez que ela se mexia, o que de fato, acontecera.
-Além do mais, me derrotar aqui, não vai trazê-lo de...
-Akumabi Ken! – Berrei de fúria, meu punho direito estava flamejando como nunca, e antes que ele atingisse seu coração, vi uma expressão de surpresa em seu rosto, mas ao mesmo tempo de satisfação.
Percebi que, quando minha mão atingiu-a, pequenas labaredas luminosas e negras estavam juntas, na imensidão do fogo.
Ela caiu no chão, impotente perante a mim, com uma expressão de alívio, pensei em queimá-la antes que ela morresse, mas já era tarde.
Notei que seus olhos não estavam mais com um branco luminoso que poderia me cegar de tanto brilho, mas sim olhos marrons muito escuros e agora puxados, assim como os meus.
Aquela força que estava me acompanhando durante a batalha havia me abandonado agora, me deixando totalmente fraco.
Caí de joelhos no chão, olhando para a estrela solar sobre minha cabeça, e lágrimas escorriam de meu rosto, não só de tristeza, mas também de cansaço.
Depois, não me lembro bem o que aconteceu, pois desmaiei.


Criado por Sr.B

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