Capítulo
3: Nada demais, só alguns avisos e estou prestes a batalhar
Seuz
1 de setembro
Escola de
Sapucaí, Dimensão 3
Um dormitório como aquele não estava nos
meus planos.
Depois de o zelador apresentar aos outros
seus dormitórios, no final à esquerda do corredor masculino, (quando subimos,
havia dois caminhos, um para a esquerda que dava para os corredores masculinos
e os outros à direita, sim eu sei, bem confuso) ele me deixou em frente de uma
porta de madeira normal.
Esperei ele se afastar para entrar no
quarto, mas tive que ouvir várias reclamações dele sobre o lugar e de sua
aposentadoria enquanto esperava.
Assim que ele se foi, inspirei o ar eu
tinha um leve cheiro de queimado e entrei.
Por pouco tempo eu
fiquei cego com tamanha claridade, pisquei várias vezes e quando recuperei a
visão, vi um magnífico quarto.
A principal
característica dele eram janelas gigantes que tinham visão para uma área da
floresta com um grande lago, abastecido por um rio que vinha de uma montanha
dentro da floresta, a água caindo com uma linda cachoeira e um belo arco-íris.
Uma cama de solteiro
baixa de madeira bruta estava no canto do quarto, com lençóis marrons claros
com pequenos pontos verdes a decorando, com travesseirinhos brancos. Havia um
criado-mudo ao lado da cama, nada demais.
Ao lado do guarda-roupa
que ficava no lado oposto à cama, ao lado dele minhas malas que foram tragas
pelos funcionários de manutenção e lazer da Escola. Em cima da cômoda, presa em
uma jaula de pássaros dourada estava minha velha (nem tanto, a conheço há pouco
tempo) amiga, a fênix Phoenix.
Abri a jaula dela e ela
saiu voando em direção a cama, se aninhando na coberta e ficando ali.
Depois de um tempo
tirando todas as minhas coisas das malas e as guardando em todos os lugares
possíveis dali, até que um grito de um maníaco vindo dos corredores entrou no
quarto.
-Todos vocês, alunos da
turma de Experiência Anual devem ir ao salão principal! – O aviso terminou com
um barulho de alguém tossindo secamente, seguido de um chiado.
Com isso, peguei da
pilha de roupas meu uniforme escolar, vesti-o e fui ao salão, deixando Phoenix
solto em meu quarto.
. . .
-Acha mesmo que permitimos isso? Vocês
podem até ser privilegiados, mas isso não quer dizer que iremos pegar leve com
vocês – Disse o professor.
-Hã? Quem se importa? – Disse o garoto de
pele escura de antes.
Ele ajeitou seu terno cinza, olhou para nós
e pigarreou, ignorando o comentário do garoto.
-Bom, irei explicar aos que provavelmente
estão desinformados – Ele olhou para mim, como se eu tivesse culpa de que não
sei de nada sobre o lugar.
-Muitas carreiras exigem pelo menos um ano
em alguma formação paradidática, então o Diretor decidiu abrir uma sala de
ensinos gerais para alunos que planejam se tornar algo no futuro por somente um
ano.
-Vocês terão as mesmas aulas que os outros
alunos possuem, porém não terão aulas mistas como os outros alunos.
Ele andou pela sala indo de um lado para o
outro, pegou uma caixa de cigarros do bolso, pegou um e o viu atentamente, o
jogou no chão e pisoteou-o.
-Vocês terão que fazer provas manuais e
práticas, tendo que usar seus próprios conhecimentos correndo atrás por todo
esse ano.
Ele passou por nós, um grupo de 13 pessoas
aglomeradas em sua frente, e parou em frente ao portão do salão que dava para o
Jardim, olhando para fora com a luz do sol nos permitindo ver só a sombra do
corpo dele, como um efeito de filme de cinema.
-Como hoje estou um pouco temperamental,
vou me divertir um pouco com vocês. Venham, quero ver o que podem fazer em um
combate.
. . .
Nós saímos da Escola e o seguimos para uma
grande arena perto da escola, parecida com um coliseu, mas feito de uma pedra
cinza com bandeiras vermelhas e um símbolo em cor preta em forma de uma árvore.
Entramos por um túnel escuro que levava a
uma escada que em cima havia a arena. Lá, havia várias fileiras de acentos seguindo
ovalmente pelo coliseu e uma cabine privilegiada na parte oposta à entrada, com
uma visão privilegiada dum chão duro como pedra.
Ele nos levou para uma escada no canto da
arena ao lado da entrada e nos sentamos esperando ele terminar de anotar algo
numa prancheta que estava a nossa espera na beirada de concreto da arquibancada.
-Ok, para ser franco, esta é uma atividade
do colégio para sabermos do que vocês são capazes e quais são suas vantagens e desvantagens,
não é que eu queira torturar vocês, pelo menos ainda não.
Como éramos 13, um de nós duelaria com
ele, e quando ele disse as duplas me senti aliviado por não ter de lutar contra
ele, não minto.
Porém, com minha tremenda sorte, minha
luta foi a primeira contra um garoto chamado Koji, eu não sabia da situação até
eu ver quem era.
Já no campo de luta da arena, eu e o
garoto-choque, Koji, estávamos um de frente para o outro se encarando.
Criado por Sr.B
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