Capítulo
4: Sopapos e porradas
Seuz
1 de setembro
Escola de
Sapucaí, Dimensão 3
Assim que o som de um apito ecoou pela
arena, corri em sua direção no exato momento. Ele ficou parado sem mover um músculo
desde o começo, e quando me aproximei dele invoquei chamas em minha mão
esquerda para atacá-lo, mas ele foi mais astuto.
Quando
ela estava prestes a tocar seu abdômen, o fogo em minha mão desapareceu e em
seu punho direito chamas surgiram que ele usou para dar um contra-ataque certeiro
do lado direito da minha caixa torácica.
Fui jogado para o lado, rolando pelo chão enquanto
Koji me olhava quase sem expressão, perto do desprezo.
-Por estar nessa turma, achei que você
tinha algum valor, mas to vendo que não é isso.
Levantei-me rapidamente e tocando o chão
com a palma das minhas mãos abertas, centenas de pequenos pedaços de rochas se
ergueram e ficaram envolta de mim. Com um simples pensamento, ordenei que todas
fossem em direção a ele em lugares que somente iriam feri-lo.
Os projéteis de rocha ao estarem aproximadamente
3 metros
dele, se desfizeram em farelos de areia. Koji bateu seu pé esquerdo no chão e
assim como o feito por mim, pequenas rochas se ergueram do chão, mas em um
tamanho maior e vieram em minha direção.
Corri para longe o circulando para tentar fugir
das rochas, porém elas me perseguiram pela arena como mísseis teleguiados,
aumentando sua velocidade com o passar do tempo. Consegui desviar de grande
maioria, mas quatro deles me acertaram de raspão no rosto, na perna esquerda e
em meus braços.
Koji, finalmente fazendo algum movimento,
correu em minha direção enquanto eu estava distraído e com uma rasteira me
derrubou no chão, impotente perante ele, que estava com seu pé direito sobre
meu peito.
Na platéia, o professor já estava com seu
braço direito erguido pronto para decretar o fim do confronto, mas ordenei
mentalmente algo vindo dos céus para pega-lo de costas, que era seu único ponto
desprotegido no momento.
Havia poucas nuvens no céu e nenhuma era
de tempestade, só nuvens brancas e quase sem nenhuma composição, mas isso não
impediu que um raio de cor azulada rasgasse o céu e ir contra Koji.
Sim, eu sei, um raio é capaz de matar
facilmente uma pessoa normal, mas eu desejei que ele tivesse uma voltagem menor
que o normal para não causar danos a ele, porém, lembremos que ele não é uma
pessoa normal.
Antes que o raio atingisse Koji, ele
ergueu seu braço esquerdo e o fez como um para-raio, absorvendo a eletricidade
para si.
Fios de eletricidade ficaram envoltos do
seu corpo surgindo e desaparecendo, e uma onda de choque desceu de sua perna ao
meu peito, dando uma descarga muito alta que se não fosse por uma grande sorte,
eu teria morrido com tamanha voltagem em meu coração.
Ele saiu de cima de mim indo à direção a
saída, mas parou a me ver de relance me levantando completamente queimado e
tremendo.
Mesmo com certa dificuldade, levantei-me e
fiquei de pé, encarando-o enquanto ele voltava para a luta.
-Por que não desiste logo? Não entendeu
que é inútil? – Disse ele erguendo seu pescoço, olhando-me por cima.
-Seu poder – Andei mais à frente – é roubar
habilidades, não é?
Chegamos próximos um ao outro, e com um
rosto expressando interesse no que estava para acontecer, respondeu gentilmente
à minha dúvida,
-Não, espertinho de merda. É algo bem mais
complexo pra você entender.
Tentei atingi-lo em seu abdômen, mas uma
força me fez ficar paralisado em sua frente, assim ele aproveitou para me
espancar por completo em todo o corpo, com golpes repletos de eletricidade.
Ele golpeou com simples socos por
diferentes articulações do corpo e assim que fez isto, o professor apitou
encerrando a luta.
A paralisação se desfez e assim que
consegui me mover, desferi um golpe de direita no rosto de Koji, mas com um
grande reflexo ele interceptou o soco segurando-o com sua mão esquerda.
-Ouvi dizer que você era mais forte –
Disse ele com um olhar seco e doentio, antes de girar por completo meu braço,
quebrando-o e logo em seguida me chutando para longe.
Criado por Sr.B
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