Capítulo
22: O Ataque
Olá, aqui é o Sr.B
falando, e a partir de hoje minhas histórias terão visões de personagens
diferentes, pode ser por uma parte só, ou até mesmo todo o capítulo.
Isso vai me permitir
ter uma história bem mais ampla, no próximo capítulo mesmo já terá uma visão
diferente, e sempre vai ter no começo do texto, dizendo de quem é a visão, até
mais!
Seuz
A única coisa que eu pensei no momento
foi: Fugir. Sério, se seis cópias de uma mesma pessoa for correndo na sua
direção, duvido que você para frente.
Me virei e corri para trás, as cópias cada
vez se aproximavam mais ainda, e eu tentava correr o máximo que puder para
ludibria-los e pegar o verdadeiro.
Nesse momento, uma parede surgiu na minha
frente e eu parei de correr. Fiquei encurralado, enquanto isso as cópias dele
vinham contra mim.
Fui para cima deles, tentei invocar alguma
coisa só que nada veio de mim, simplesmente ótimo.
Eles vieram para cima de mim, só que agora
espadas surgiram nas mãos deles, dá para acreditar? Mas então me lembrei o que
o cara estranho disse:
“-Fuja
da minha ilusão e...”
Se isso é uma ilusão então nada disso é
real, então fui correndo para o verdadeiro ignorando as outras cópias, só
espero que meu raciocínio esteja certo.
Eles viam em minha direção, e os deixei
vir e no momento em que eles estavam literalmente na minha frente, eles sumiam.
A cara de espanto no garoto surgiu de
imediato, provavelmente ele não esperava que eu descobrisse sobre as ilusões
tão cedo.
Ele invocou paredes, muros e até um
cachorro gigante, só que atravessei as ilusões sem nenhum problema todas as
vezes.
Invocando diferentes coisas e criaturas
para tentar me impedir, mas nada funcionava, então quando estava bem mais
próximo dele, levei meu braço para trás para impulsionar ainda mais, e o levei
para frente, dando um baita soco na cara dele.
Eu estava flutuando, literalmente, porque
ele havia segurado o meu soco com a mão. Me observando com aqueles olhos
estranhos, ele disse:
-Tudo bem, você provou seu valor,
descobriu sobre as minhas ilusões.
Ele me soltou, e quando nós caímos no chão
nós voltamos ao mundo normal. Seus olhos estranhos desapareceram, dando lugar
para um par de olhos verdes.
-Não quero ser perturbado por ninguém,
está entendendo?
-Claro.
-E eu irei junto com vocês até um momento,
depois eu irei embora.
-Tudo bem, mas poderia pelo menos dizer
seu nome?
-Por ter descobrido sobre minha ilusão, eu
falarei, meu nome é Misó (se pronuncia missó).
-O que? Quem tem um nome desses?
-Meu nome significa que eu sou a
representação do puro ódio.
Pensei em perguntar o porquê de ele ser a
representação do ódio, mas só conseguir dizer:
-Ahn, legal.
-Oi? Conseguiu convencer ele Seuz?
Joaquim apareceu na porta entusiasmado
para saber o que aconteceu, e ele nos olhou e viu que Misó estava em pé ao meu
lado.
-Ei gente vejam isso aqui! Ele conseguiu
convencer o cara!
Pude ouvir os passos de Cebolinha e
Everaldo vindo para cá, enquanto Joaquim vinha tentar cumprimentar Misó.
-Já disse, não me toque!
-Aff, qual o problema com você cara? É só
um aperto de mãos.
Everaldo chegou perto de mim e sussurrou
no meu ouvido:
-Iremos falar uma coisa importante mais
tarde.
-Temos que ir gente, é bom encontlarmos um lugar pala dormir essa noite.
-E qual é seu nome cara? – Perguntou
Joaquim.
-Misó, meu nome é Misó.
Depois disso saímos da prisão, foi
complicado, mas depois de sairmos do subterrâneo, Misó abriu uma porta com os
poderes dele de ilusão, é complicado de explicar, ele estendeu as mãos e as
abriu, e uma porta, bem estranho.
O Sol estava de matar, ele estava bem no
meio da fenda das montanhas, queimando nossos rostos.
-Gente, tive uma idéia melhor, vamos
viajar no tempo e ir para o próximo Guerreiro?
-Se bem que não é uma má ideia, não é
Cebolinha? – Perguntei a ele.
-Sim, acho que é bom irmos para o próximo.
-Tudo bem, tudo bem – Concordou Everaldo –
Mas antes vamos comer alguma coisa, viagens no tempo me deixam de barriga
vazia.
-Você se acostuma, velhinho – Disse
Joaquim, batendo nos ombros de Everaldo, quando foi indo pegar comida na
mochila.
-Me chamou de que?
-Nada.
-Ok, continuando,
precisamos também de um pouco de água e travesseiros e lençóis para dormir,
vamos fazer duplas – Disse Everaldo.
-Eba, duplas! – Disse
Joaquim.
-Vamos ver, Joaquim e
Cebolinha peguem os travesseiros e os lençóis...
-Ah não... – Disse
Cebolinha.
-Yes, vamos lá na
prisão amigo!
-... Enquanto Seuz e
Misó peguem água, por favor.
Cebolinha e Joaquim já
haviam ido para dentro da prisão, e Everaldo foi andando para procurar um lugar
com sombra para comermos.
-Venha Seuz, seguindo
para trás da prisão tem um lugar que podemos subir para pegar água lá em cima.
Enquanto andávamos,
percebi o tipo de roupas que ele usava. Eram pretas e cobriam metade de seu
braço, rasgada em várias partes, e com uma caveira estampada nas costas, com
ossos cruzando-a.
Suas calça era de um
tom de marrom claro, rasgada em algumas partes, não sei se era para ser
estiloso ou porque elas rasgaram mesmo, mas que era estiloso, isso era.
-Aqui tem uma escada,
eu vou à frente, até porque conheço o caminho, você venha atrás de mim – Disse
ele.
Continuamos andando
pelo desfiladeiro, até que pude finalmente ver o fim dele. Na encosta, vi uma
escada de pedra na lateral do penhasco levando para o topo.
Na escada, vi que no
pescoço de Misó tinha uma mancha preta, como se fosse alguma coisa estivesse se
espalhando pelo corpo dele.
-O que é essa coisa
preta no seu pescoço?
-Cala a boca e continue
a subir.
Continuei a subir,
fiquei tentado de perguntar de novo, mas achei melhor não, vai que ele faz
alguma coisa comigo né?
Lá em cima, a floresta
era densa, cheia de flores e plantas diferentes por lá, com uma cachoeira
gigante que suas águas levavam para um lugar bem distante dali.
-Eu
venho aqui para relaxar quando estou com muita raiva.
Algo
dentro de mim falou para não puxar uma conversa.
Fomos
à cachoeira pegar um pouco de água para carregar nos transportadores (vocês
lembram o que são transportadores né?) e eu bebi um pouco.
Era
um gosto estranho, um pouco salgado, mas não como a água do mar e sim, urina...
Cuspi
imediatamente a água (ou urina sei lá) da minha boca para de volta à fonte.
-Não
beba essa água!
-E
porque não?
-Tem
mijo!
Antes
de Misó falar alguma coisa, uma voz surgiu de dentro da floresta.
-Ora
ora, se não é o garotinho da cidade, e vejam só! E ainda um amiguinho dele...
O
mesmo cara loiro que havia aparecido na cidade com Deivus, estava ali em cima,
só que aparentemente sozinho dessa vez.
-Sabemos
que você sabe o tem dentro de você, vai ser até mais fácil, assim não vou ter
que ouvir perguntas como “o que está acontecendo?” ou “parem com isso, por
favor, eu não tenho nenhum demônio em mim!”, isso é muito chato.
-Você
disse outros? Já pegaram outros kates?
-Até
sabe o nome da sua espécie, que bonitinho, mas não, só pegamos um e ainda por
cima a droga do demônio fugiu.
-Não
sei quem é você ou o que quer – Disse Misó – Mas é melhor não me enfrentar
ou...
-Ou
o que moleque? É tão engraçado ver crianças achando que podem me enfrentar.
-A
propósito, antes de capturar aquele ali – Ele apontou para mim – e matar o
outro, vocês deveriam saber o nome de quem vai trazer o caos a suas vidas!
-Fale,
que eu irei te matar e matar todos que você ama.
-O
meu nome é, Lick.
Então,
sua língua pulou de sua boca e esticou até nós, nos enrolando e prendendo na
língua dele.
Ela
começou a nos esmagar lentamente, tentei trazer fogo, raio qualquer coisa, mas
meu pulso estava preso para usar. Reforços nenhum chegariam a tempo antes que
ele quebrasse nossos ossos.
Minha
única esperança estava em Misó, que ele tivesse alguma carta escondida na
manga, mas nada fez.
-Seu
ridículo – Disse Misó com um tom de dor na sua voz – Se você vai me matar, olhe
na minha cara!
Então
eu entendi o plano dele, só precisávamos que Lick mordesse a isca.
No
momento que seu rosto se virou, os olhos de Misó mudaram de forma mais uma vez,
dando a forma do olho estranho das ilusões.
A
língua gigante começou a se afrouxar, e fui tentar dar uma investida em Lick.
Mas nesse momento Misó caiu no chão e Lick voltou a si próprio.
-Achavam
mesmo que uma mera ilusão poderia me vencer? Eu sou...
-Não
importa quem você é, só importa que depois dessa batalha – Eu disse, e o fogo
em minha mão surgiu – você vai estar morto.
Misó
foi para longe descansar, provavelmente porque usar isso duas vezes deve cansar
ele, enquanto isso ele investiu sua língua contra mim, e eu pulei-a e coloquei
minhas mãos nela, tacando fogo nela bicho.
Ela
imediatamente voltou para a boca dele, que disse – Vejo que vou precisar lutar
mano à mano com você – Sua língua saiu um pouco de sua boca, a saliva escorreu
da boca e caiu nas mãos, e se solidificaram formando duas katanas.
Ele
veio contra mim, mas nada pude fazer, até porque não sabia controlar muito bem
o fogo, e ele criou duas katanas feitas da própria saliva (eca) que era
basicamente feita por água, quer dizer, ferrou.
No
próximo ataque, me desviei rápido, mas ele conseguiu fazer um corte no meu
braço, que começou a sangrar.
Ele
veio contra mim de novo, e novamente consegui desviar, só que um pouco mais
lento dessa vez, e ele fez um corte profundo na minha perna esquerda.
Quando
estava prestes a cravar a katana em uma das minhas mãos, enquanto eu estava
zonzo pela quantidade de sangue que perdi, as katanas voaram de suas mãos sendo
jogadas para trás.
Eu
olhei para trás, e lá na escada estava Joaquim com uma arma em cada mão,
tentando fazer uma pose heróica.
-Não
adianta! Eu ainda vou levar o garoto!
A
língua de Lick voou de sua boca em minha direção, e no meio do caminho, uma
sombra veio das árvores cortando a língua de Lick ao meio.
-Ahhh!
Minha língua!
Cebolinha
se levantou do chão (até porque cair de uma árvore não deve ser confortável), e
Misó e Joaquim vieram e se juntar a nós.
-Isso
não acaba aqui! – Disse Lick, e se teleportou, nos deixando sozinhos na
floresta novamente.
Criado por Sr.B
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