Seuz Adventures - Capítulo 23

Capítulo 23: A Princesa do Reino
                                           
       Obrigado pessoas novas por acompanharem Mitologia Underhill, sem vocês, não seriamos nada!
    
      Lick

      Na cidade, a chuva caía como um bebê chorando por seu doce roubado (não fiz nada), e as pessoas andavam com suas vidas normais.
      Bom, não era tão normal ver um cara como eu, bonitão e com essa roupa mega estilosa andando no meio da rua.
      Mas meu objetivo era relatar ao General o que aconteceu, não paquerar as gatinhas (só fiz isso uma vez, e levei um soco na cara, mas eu matei ela depois, acalme-se meus fâs).
      No topo do prédio eu subi, e como subi, deu um pouco de dor nas minhas costas sabia? Ele estava lá, observando a vista da cidade, ele era um cara um pouco pacífico demais para ser o bam bam bam (biiirl) da Rebelião.
      Respirei fundo, e falei:
      -Ei, chefe!
      Ele usava a mesma roupa que a minha, um manto preto que cobria até seus pés, com cabelo marrom escuro e as partes do corpo expostas, praticamente não tinha nenhuma verruga ou espinha (ele nem deve passar produtos de maquiagem, e é mais bonito que eu!).
      Mesmo não olhando para mim, sentia que ele me observava mesmo eu estando as suas costas.
      -Relatório de missão, Lick.
      -Bom senhor, não foi muito produtiva a caçada, o kate era até bem ágil para a idade dele, eu quase consegui pegar ele, mas outros três caras vieram e salvaram ele e depois, cortaram minha língua e...
      -Sua língua é de réptil, vai se regenerar logo, agora seu incompetente...
      -Espera senhor, existe outro kate com ele.
      Sua expressão não mudou muito, mas uma cara de surpresa apareceu um pouco em seu rosto, ele se virou para mim e seus olhos totalmente pretos focaram em mim.
      -Não consegui saber quem, um deles tinha um cheiro encoberto por alguma coisa, o outro não tinha nenhum sangue de demônio, mas esse, tinha um cheiro muito bom, o cheiro de um dos Três Grandes!
      Ele parou um pouco para pensar, e disse:
      -Era de se esperar que não conseguisse pega-lo com outro kate com ele.
      -Eu irei falar com outro Oficial para vir caçá-lo senhor, talvez o Deivus possa...
      -Não, o objetivo de vocês será encontrar os outros kates, eu mesmo irei atrás desses dois.
      -Mas sehor você... – Mas não fez efeito, porque ele pulou do prédio e caiu na calçada, fazendo uma cratera e sem ter nenhum arranhão, correu para fora dos limites da cidade.

Seuz

      -Ok, agora temos que ir embora rápido – Disse Everaldo quando soube o que aconteceu e cuidou dos machucados meus e de Misó - e ouçam, a partir de agora, não vamos mais ficar parados em um só lugar, vamos andar sempre, para nunca nos alcançarmos, estão entendidos?
      -Certo – Dissemos todos juntos.
      -Não gosto de bancar o durão, mas hoje foi necessário, então Joaquim, vamos a onde agora?
      -Vai ser um pouco complicado agora, vamos ter que sequestrar uma princesa.
      -Como é?
      -Eu conto para vocês no caminho.


. . .

      -É ali, estão vendo? Depois daquela montanha.
      Joaquim estava apontando para um reino depois das montanhas, assim que caímos do portal do tempo.
      -E como você espera que entremos e sairmos sem sermos notados? – Disse Everaldo.
      -Isso não é problema, meu caro velinho, - Disse Joaquim enquanto procurava algo em suas tralhas – Pois eu tenho, isso!
. . .

      -Isso é humilhante – Disse Cebolinha.
      -Concordo plenamente – Disse Misó.
      Estávamos disfarçados como aldeões do Reino. Joaquim estava fantasiado de um pai de família (Alguém disse, Pai De Família? – Jailson Mendes) com seus filhos, dois garotos adolescentes (Eu e Misó), um bebê em seu carrinho (Cebolinha) e seu avô (Everaldo) com seu pássaro exótico (A Fênix) para vender no mercado.
      -E se nos levistalem? Como é que vamos explicar? – Disse Cebolinha.
      -Relaxa, não vão nos pegar – Disse Joaquim.
      -Ei vocês! Parados! – Disse um dos quatro guardas que se aproximavam.
      -Err – Disse Joaquim ajeitando a voz – Bom senhores, estamos aqui em viajem de negócios.
      -Sabe, sou um grande empresário, e trouxe minha família comigo para se despedir de um amigo que fizeram enquanto estavam juntos, mas vou vendê-lo.
      -Poderia nos dizer seu nome, e nos deixar revista-lo? – Disse um dos guardas.
      Sabia que Joaquim não tinha resposta para esse pergunta, então usei a telepatia para falar com ele, “Hosbrawn, Doutor Hosbrawn”.
      -Meu nome é Hosbrawn, Doutor Hosbrawn.
      -Se-senhor senhor, Hosbrawn, me perdoe, vou levar você para visitar o Rei.
           
. . .

      Os portões do trono se abriram, dando passagem para entrarmos na sala. Bem, aquilo não era uma sala, estava mais para um salão gigantesco, que no fundo havia um trono ocupado.
      O homem que estava ali sentado era idoso, com uma armadura feita de ouro, barba branca cobrindo até seu pescoço, e uma capa vermelha, que atrás de seu trono havia uma janela gigante decorada com o Rei derrotando algum ser maligno.
      Ao lado direito dele, estava em pé dois jovens de armadura reluzente, que pareciam ser os filhos do rei.
      Eles tinham cabelos loiros, olhos azuis e uma cara sem nenhuma expressão. Ao lado esquerdo, estava a filha do Rei, sentada em um banco perto do trono.
      Ela tinha provavelmente 14 ou 15 anos, com cabelos pretos longos, que chegavam até seus peitos, olhos azuis como o oceano, me observando atentamente com aquela face magnífica.
      -Você então que é o dono da LIVE Enterprises, achava que você era um pouco mais velho, para falar a verdade.
      -Sim, esse sou eu, Hosbrawn, o dono da LIVE Enterprises.
      Olhando desconfiado para Joaquim, falou:
      -Bom, se é você, nossos contratos estão de acordo, certo?
      -Sim, claro, está tudo em ordem. Mas eu vim aqui para fazer algo diferente.
      -O que, se pudesse me dizer.
      -Isto, ei velho, traga agora – Disse Joaquim estalando seus dedos para chamar Everaldo.
      -Velho, eu vou te mostrar quem é o velho depois que eu... – Resmungou Everaldo, quando foi interrompido pelo rei.
      -Como ousa? Falar do seu próprio dono assim? Guardas!
      Os guardas se aproximaram, mas Joaquim os impediu.
      -Não, não precisa disso, eu mesmo cuidarei dele mais tarde.
      Joaquim pegou à gaiola e amostrou para o Rei.
      -Isto é o que eu estou pensando? Uma fênix?
      -Sim, capturei eu mesmo fogo adentro atrás dela.
      -E o que você gostaria de ter em troca?
      -Deixe-me ver – Disse Joaquim, olhando pela sala do trono – Aquela ali, a princesa.
      -Eu? Mas...
      -Calada – Disse o Rei – Se quer ela em troca, tudo bem, não preciso mesmo dela nos meus aposentos.
      -Como eu darei para você algo, vossa majestade, porque é que você não me de o que eu quero primeiro?
      -Huf claro, Diana, venha cá, por favor.
      A princesa veio parando ao lado do pai.
      -Vá com ele, e não quero que fuja para voltar para cá, está entendido?
      -Sim pai, não iria voltar para cá mesmo.
      Andando graciosamente, se juntou a nós, esperando as ordens de Joaquim.
      -Agora – Disse o Rei – Me dê a fênix.
      -Ok, mas, eu acho que não.
      -Como é que...
      -AGORA MISÓ!
      Misó rasgou a fantasia de adolescente, e botou todos na sala do trono em uma ilusão.
      -Temos pouco tempo, não vou segurar tantas pessoas ao mesmo tempo.
      -Então, VAMOS! – Disse Everaldo.
      -Ma-mas e o meu pai?
      -Não temos tempo para isso, Seuz pegue ela!
      -Eu O QUE?
      -Você ouviu, rápido!
      Como sempre, eu sempre me ferro.
Me aproximei dela, e me constrangido falei para ela colocar os braços dela envolta do meu pescoço, e segurei ela por suas costas e pelo seu bumbum (Nem pensem besteira ( ͡° ͜ʖ ͡°) ), quando ela falou:
-Se você fizer alguma coisa, eu te mato.
E a única coisa que eu pude dizer foi:
-Hmm, claro, não vou fazer nada com você.
Assim que ela estava no meu colo, voltei a atenção para os outros. Cebolinha e Everaldo estavam lutando nos portões do trono, contra os reforços do exército.
Cebolinha cortava suas espadas ou cortava seus dedos, e os jogava a escada abaixo, para não voltarem, enquanto Everaldo era um pouco mais agressivo. Queimava a armadura dos soldados, ou os incendiava para irem embora, mas nenhuma morte aconteceu, eu acho.
-Joaquim! Já esta pronto o portal? – Gritou Everaldo na escada.
-Não ta funcionando! Tem alguma interferência nesse lugar, nem mesmo teleporte funcionará, temos que sair do reino para abrir o portal! – Falou Joaquim, que largou o relógio para se juntar a batalha.
-Poderiam parar de conversar e fazer algo logo? – Falou Misó, que estava mantendo as ilusões no Rei e nos príncipes.
-Seuz, Misó, venham lápido!
Misó deixou todos na ilusão tontos e correu para os outros e eu o segui da maneira mais rápida possível, mas com uma princesa no meu colo era difícil de correr.
-Plecisamos nos sepalar, isso deve, arrg, confundir eles! – Disse Cebolinha enquanto lutava contra um soldado espada contra espada.
-Certo! Cada dupla vão a um caminho diferente, nos encontramos nas montanhas! – Falou Everaldo.
      Como mandado, cada dupla correu para um lugar e de jeito diferente. Cebolinha e Everaldo pularam nas cabeças dos soldados e foi para os telhados das casas.
Joaquim e Misó correram para a direção do trono, derrubando os guardas e quebraram a janela e fugiram por lá.
Corri o quanto pude pelo centro da cidade, enquanto os guardas ainda não haviam notado que duas pessoas ainda não foram.
-Ei, temos chance de sair daqui?
-Sim, mas se você calar a boca teremos mais ainda, vá pela cidade seu idiota! – Disse a princesa, e foi o que eu fiz.
Pessoas gritavam na rua, esbarrava e desviava, mas o que não pude evitar era os gritos, que atraiu a atenção dos guardas para nós.
Assim que eles começaram a correr para nos caçar, desviei para o um beco ao lado que levava a um atalho para a saída.
-O que você está fazendo? Vamos ser...
Guardas apareceram dos dois lados do beco, cercando-nos com armas apontadas para nós.
 -Agora, dê-nos a princesa e não iremos matar esse daqui – Disse um homem uniformizado, que estalou os dedos.
      Um dos soldados na multidão deles, trouxe em suas costas um corpo morto de uma pessoa idosa.
      O soldado jogou o corpo no chão para minha direção, e de perto eu o reconheci, era Everaldo, deitado morto aos meus pés.
      Nesse momento, larguei a princesa e me ajoelhei ao lado dele e as lágrimas saíram dos meus olhos.
      -O outro fugiu, agradeça a esse velho por ele ter conseguido escapar.
      Por que Everaldo se sacrificou pelo Cebolinha? Eles mal se conheciam, porque ele iria fazer isso por ele?
      Atrás de nós, um dos soldados agarrou os cabelos da princesa, e a levou para junto dos outros soldados.
      Isso é impossível, ele não morreria assim, Cebolinha teria o ajudado a lutar contra eles, não teria?
      -Levem-no aos calabouços, e joguem o corpo aos cães.
      Cinco soldados se aproximaram, e tentaram pegar o corpo de Everaldo, mas eu impedi e falei:
      -N-n-não vão leva-lo daqui, e nem a mim...
      -Solte-o, agora largue-o!
      -Eu, disse NÃO!!!!
      No momento em que gritei, uma onda sai do meu corpo, e o corpo de Everaldo tremulou e sumiu na minha frente.
      As armas tecnológicas pararam de funcionar e percebi que estava dentro de uma ilusão.
      Na realidade, só havia o homem que estava na ilusão, sozinho com a princesa ao meu lado.
      -Ora, ora, não imaginava que poderia se livrar da minha ilusão tão facilmente, mesmo tendo um daimonas, ninguém havia conseguido esse feito antes.
      Sua forma tremeluziu e se transformou em um homem com sobre tudo preto somente com sua cara exposta, a mesma roupa dos homens da Rebelião. Ele tinha cabelos preto raso, olhos pretos e uma cara de sério.
      No exato momento que percebi que estávamos em perigo, me levantei e me preparei para o combate.
      -Não adianta tentar me atacar, eu não estou aqui de verdade criança, só queria testar sua capacidade, e parece que você achou um hospedeiro ideal para você, Orgí.
E então ele tremeluziu e desapareceu.
-Rápido! Temos que ir embora antes que os guardas cheguem! –Disse a princesa.

Criado por Sr.B

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