Capítulo
28: O Ultimo Guerreiro
Seuz
Me levantei da cama e tentei ver a
situação em que estava o meu corpo. Não senti nenhuma dor ou algum problema com
os meus movimentos, a única coisa dolorosa era o meu pescoço que estava
ardendo.
Grande maioria das coisas que eu havia
colocado na mochila estava jogada na mesa do meu quarto, fora as coisas como
comidas e água, provavelmente alguém as comeu e bebeu (cof, cof, Joaquim).
A casa em si estava pior que o meu quarto,
milhares de vezes mais suja e bagunçada, com o pouco tempo que ficamos fora ela
conseguiu ficar toda empoeirada.
Na sala, Cebolinha estava sentado em uma poltrona
usando o celular dele e Joaquim estava deitado no sofá dormindo.
Lá de fora pude ouvir o som de metal
contra metal de uma batalha, e pela janela pude ver Misó com uma espada curta lutando
perdendo contra Diana com algum tipo de arma que tinha a ponta de foice e uma
corda de aço que ela usava para balançar e controlar a foice.
-Palece
que você finalmente acordou, esta se sentindo melhor? – Disse Cebolinha.
-Sim, consigo me mover bem, até mesmo
melhor do que antes.
Olhei novamente para Cebolinha e ele
estava em pé olhando para a janela, com o celular jogado no sofá.
-O que aconteceu depois que eu desmaiei?
-Bom, não sei se você lembla ainda desta parte, mas havíamos chego um pouco antes de ele
te queblar todo.
-Depois disso Evelaldo jogou uma bola de fogo nele e aí ele te soltou, e Diana
ficou cuidando de você, enquanto eu fui ajudar o Joaquim contla aquela mulher.
-Depois que eles vilam que estavam em desvantagem, folam embola.
-Estamos prontos para ir ao encontrar o
próximo guerreiro?
-Não vai ser possível – Disse Cebolinha –
Joaquim disse que não sabe onde está o ultimo.
Nesse momento Raynna veio da cozinha com
sacos de comida nos braços com dois refrigerantes nas mãos e foi em direção a
poltrona em que Cebolinha estava.
-Não sente aí...
Raynna se sentou.
-...eu deixei meu celular aí.
Ela colocou a comida e o refrigerante
sobre a mesa, e se ajeitou na poltrona e viu o celular que brado de Cebolinha.
-Ahã, desculpe.
Então me lembrei da visão que tive, onde
Sr.B havia falado para mim que a ultima guerreira estava preso, e que eu já
havia falado uma vez com ela.
-Eu sei onde o último guerreiro está,
chame todos aqui na sala.
. . .
-Entenderam? –Eu disse, quando terminei de
contar à conversa que tive com a velha presa e meu daimonas.
-Então quer dizer que esse Sr.B, deu a
resposta à você, assim, tão facilmente? – Disse Joaquim.
Eu não havia contado para eles sobre a
conversa com Fill e Sr.D, principalmente por causa da coisa que Fill havia
falado.
-Não sei, acho que tem alguma coisa nisto, não
creio que ele iria te contar isso se não quisesse algo em troca – Disse
Everaldo.
-Bom, pelo menos é melhor irmos dar uma
olhada, certo?
-Ok, podemos fazer desta nossa base por
enquanto, eu você e Cebolinha iremos para lá, enquanto o resto fica aqui.
-Estão plontos
pala voltarmos lá?
-Sim, vamos logo – Disse Everaldo.
. . .
A caverna estava praticamente a mesma
coisa de antes, só havia de diferente as nossas pegadas de quando havíamos ido
ali antes, mas nada de anormal.
-Está aqui em cima o capacete? –
Perguntei.
-Não, o deixamos lá embaixo, teremos que
voltar lá.
Ótimo,
só espero que não tenha mais bichos daquele por perto.
-Podemos entlar mesmo? E o lisco
tóxico?
-Sim, mesmo sem os capacetes, o máximo de
doença que vocês poderiam pegar seria, hmm, degeneração celular ou câncer, mas
não se preocupem, não seria um grande problema – Disse Everaldo sorrindo, e
depois entrou na caverna.
No lugar de onde deveria estar o elevador,
só havia um buraco que quando olhamos para baixo, pudemos ver o teto do
elevador.
-As cordas foram arrebentadas por ele,
teremos que pular.
Everaldo invocou uma bola de fogo na mão,
e jogou no teto do elevador criando um buraco para passarmos.
O primeiro a pular foi Cebolinha, e depois
o segui pulando junto com Everaldo.
O lugar estava escuro e
os caixotes estavam destruídos, e ruídos estavam ecoando pela caverna.
-Selá que existe mais deles aqui?
-Não sei, mas temos que
ser rápidos antes que encontremos um ninho deles.
Vasculhamos a caverna
inteira, olhando pelos destroços das caixas, a cabine de controle, mas não
encontramos nada.
Procuramos por todos os
lados, mas não encontramos nada, até Everaldo dizer:
-Seuz, Cebolinha,
encontrei ele!
Fomos até Everaldo, mas
o capacete que ele havia encontrado era o que Cebolinha tinha usado, e não eu.
Voltamos a procurar o
capacete, até que me lembrei que antes de sairmos da caverna, havíamos passado
por um buraco para outro lado da caverna.
Depois de um tempo
procurando, o encontrei, e quando eu gritei para avisar a Everaldo e Cebolinha,
eu havia atraído à atenção não só deles.
Barulhos estranhos e
ruídos ecoaram mais alto pela caverna, e na parte mais profunda dela um bicho
como o de antes nos encontrou, mas ele tinha companhia.
Vários apareceram ali,
e enquanto eles escalavam para subir e nos devorar, Everaldo e Cebolinha vieram
correndo e Everaldo passou pelo buraco primeiro.
Eu e Cebolinha havíamos
ficado de guarda para proteger Everaldo enquanto ele se arrastava pelo pequeno
buraco que levava ao outro lado da caverna.
Os monstros corriam
contra nós, aqueles que se aproximavam de Cebolinha tinham seus corpos fatiados
por sua espada. Quando chegavam perto de mim, eu os queimava ou eletrocutava
até a morte.
Everaldo havia passado
para o outro lado, mas de nada adiantava já que mesmo matando vários deles,
mais continuavam a aparecer do buraco.
-Não ilemos conseguir sair daqui vivos! –
Gritou Cebolinha, enquanto tirava a espada de dentro do peito de um dos bichos.
A única solução era
bloquear a passagem deles, mas para isso um de nós teria que se sacrificar.
Então na minha mente
surgiu uma idéia inusitada e a fiz. O fogo e as ondas elétricas nas minhas mãos
sumiram, e coloquei minhas duas mãos no chão uma em cima da outra, e as
empurrei.
Enquanto nós
observávamos, o chão na frente do buraco cresceu como uma parede bloqueando a
passagem como uma parede de pedra.
-Não sabia que você
podia fazer isso – Disse Cebolinha.
-Nem eu.
Cebolinha passou
primeiro e depois eu o segui para o outro lado da caverna.
Everaldo já havia
começado a procurar pela caverna quando fomos para lá e nos juntamos a ele para
procurar.
Gotas d‘água caiam do
teto formando poças de água por várias parte da caverna, e começamos a procurar
na caverna.
Depois de um tempo,
encontramos um pedaço preto de metal jogando no chão.
Coloquei-o na minha
orelha e um laser surgiu criando a forma de um capacete, e ele se solidificou, criando
uma mascará tapando meu nariz e minha boca e criando um visor para mim.
-E agora? O que eu
faço?
Everaldo se aproximou e
tirou o capacete da minha cabeça, e me amostrou a parte de dentro dele.
Havia alguns fios que
passavam em caminhos feitos no próprio capacete e no centro, havia um cristal
rosa que estava conectado a todos os fios, como uma fonte de energia.
-Seuz, sente no chão e
pegue o capacete – Ordenou Everaldo, e foi o que eu fiz.
Com eu sentado no chão
e o capacete em cima das minhas pernas, Everaldo falou:
-Segure o cristal no capacete
e o tire, e depois que você voltar podemos ir embora.
Para não começar uma
grande conversa de “Por que” e “O que?” fiz o que ele falou, e arranquei o
cristal do capacete.
O mundo pareceu mudar
de forma, como se nada mais fosse fisicamente real, somente espiritualmente.
Everaldo estava
congelado na minha frente e Cebolinha estava parado na frente do outro lado da
caverna preparando a saída.
O mundo estava
congelado, as gotas d’água estavam paradas no meio do ar, a corrente de vento
que vinha da superfície havia parado, e tudo estava frio.
Um gemido feminino
ecoou pela caverna, não, estava mais parecendo um choro doloroso, como se todas
as vezes que ela chorava se lembrasse de algo doloroso.
Segui o choro até a o
fundo da caverna, e no final de um beco sem saída na caverna, havia uma garota
encolhida no chão.
Ela estava com um
vestido longo branco, com cabelos pretos que chegavam até o fim do pescoço, e
quando ela se virou, eu pude ver seu rosto.
Ela aparentemente era
da minha idade, ou talvez 13 anos, com grandes olhos roxos púrpuros cheios
de lágrimas, e uma boca totalmente ferida, como se ela tivesse a mordido por
alguma coisa.
-O-olá,... – Disse ela,
com uma voz tímida - ...senhor.
Quando ela me chamou de
senhor, sabia com quem eu estava falando.
-Você era aquela mulher
que falou comigo no capacete? – Eu disse, me aproximando dela.
-S-sim, era eu! –
Gritou ela, como se estivesse desesperada que eu chegasse mais perto.
-Ei, eu não sei o que
você tem, mas eu não vou fazer nada contra você.
Ela pareceu se acalmar
um pouco, mas não tanto.
-Por que você esta aí,
chorando no chão? – Soou um pouco mais rude do que eu esperava.
Ela continuou quieta.
-Tenho que levar você
daqui, para fora desse mundo.
Ela continuou parada no
chão, mas percebi que ela havia parado de chorar.
-Eu nunca vou fazer
algo contra você, eu juro – E estendi a mão para ela.
Relutante, ela pegou em
minha mão e voltamos para o mundo normal.
Não havia muita coisa
de diferente de como estava antes, a não ser a parte em que Cebolinha e
Everaldo não estavam mais lá.
Criado por Sr.B
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