Seuz Adventures - Capítulo 31

Capítulo 31: Dragon Form

Seuz

Agora eu tinha perdido o controle, sério, não consegui controlar minha raiva, e não sei se isso foi bom ou ruim.
Vocês não devem estar entendendo muito bem, mas vou contar antes de eu ter destruído toda a floresta.
Assim que Cebolinha seguiu seu pai (o que ainda estou chocado) minha atenção recaiu somente em Deivus.
Misó estava sendo ajudado pelas outras a se recuperar, enquanto Deivus estava do lado de Everaldo.
      Cebolinha havia levado a espada então não tinha como lutar de muito perto, mas eu tive uma ideia.
      Coloquei minha mão no chão e a terra subiu envolta de Deivus formando uma prisão de pedra maciça, de dentro ele socava para sair, e aproveitei para chegar mais perto dele.
      Concentrei a eletricidade que estava em meu corpo, e no momento em que ele saiu da pedra, cortei sua mão direita fora, na velocidade de um relâmpago.
      Me virei para ver ele gritando de dor por perder sua mão, mas o que vi foi ele rindo, e sua mão regenerando rapidamente.
      Ele gargalhou e disse:
      -Eu não posso ser derrotado por um simples raio, filhote de demônio.
      Deivus correu contra mim e tentou socar meu rosto, mas eu o impedi cruzando meus braços.
      Ele continuou a me socar rapidamente mas eu continuava me defendendo, até que impulsionei meus braços e joguei-o para trás, convoquei o fogo na minha mão e o soquei.
      A parte da barriga em manto queimou e ele foi jogado para trás e caiu no chão à um 3 metros a minha frente.
      Deivus olhou para mim com raiva e correu contra mim e também fui contra ele com fogo borbulhando pela minha mão.
      Nossos punhos se chocaram no meio do ar, e a grama no chão embaixo de nós se desfez, e uma cratera pequena surgiu no lugar.
      Assim que a nossa força acabou, fomos jogados para longe em direção opostas. Deivus foi jogado aos pés de onde Everaldo estava preso, e olhou para ele.
      Sangue estava saindo da sua boca, ele riu e limpo com seu braço, e disse:
      -Admito, você tem talento – Ele olhou em meus olhos – Mas não acho que possa ajudar seu mestre a tempo.
      Deivus pegou um uma faca de dentro do manto, e fez algo horrível, cortou a perna esquerda de Everaldo.
      O choque surgiu de imediato junto com a raiva, me ajoelhei vendo a cena de Everaldo sem uma de suas pernas.
      Deivus se aproximou de mim, e se agachou e sussurrou:
      -A criancinha não pode salvar o mestre? Você... – Ele continuou a falar, mas eu sentia que a raiva e o ódio me consumia, e senti algo em mim mudando.
      Comecei a tremer muito, e abracei a mim mesmo, e senti que minha pele ficou a ficar áspera, como se ela tivesse escamas. Algo começou a crescer na parte inferior das minhas costas, como uma cauda.
      Deivus falou:
      -Não adianta resistir, não lute contra a besta! Deixe-a... – Antes que ele terminar de falar, soquei seu rosto com uma força que nunca sonharia que teria, jogando-o contra uma arvore e atravessando-a, caindo nos destroços da casa.
      Ele se levantou, e sorrindo disse:
      -Faz anos que não encontro alguém que sequer tenha me tocado, essa vai ser uma luta interessante.
      Nada falei, somente olhei para ele com meu ódio que não deixava eu controlar meu corpo.
      Dos destroços da casa, ele pegou uma parede de tijolos e a arremessou na minha direção, mas somente com um soco para o lado quebrei-a e em seguida fiz um rugido, um rugido de um monstro que estava tentando se libertar.
      Antes que ele se move-se eu surgi em sua frente (com teleporte, ok leitores?) e abri minha boca tentando engoli-lo.
      Ele se esquivou, e reparei que quando minha boca fechou novamente, meus dentes estavam afiados como de um tubarão, e havia coisas grandes que estavam presas nas minhas costas, asas reptilianas.
      Deivus partiu para cima de mim com sua faca, mas com um bote rápido quebrei-a com meus dentes e abri minha boca e como um cuspe, soltei uma bola de fogo em seu rosto.
      Ele correu contra mim em uma velocidade maior do que antes, e parou na minha frente dando repetidos socos, mas com a mesma velocidade eu defendia com meus braços e tentava soca-lo também, mas o mesmo defendia.
      Vendo que não poderíamos ficar nesse impasse para sempre, Deivus usou sua cabeça com arma, chocando-a contra a minha, mas minha pele estava mais dura e resistente, e enquanto ele estava atordoado usei minhas garras para perfurar sua barriga.
      Sangue saiu jorrando do ferimento, mas conseguia sentir ele se regenerando, seus órgãos começaram a crescer novamente na minha mão.
      Deivus se soltou das minhas garras e sangue e alguns pedaços de seus órgãos caíram no chão (eca).
      Ele tentou me pegar pelo pescoço, mas levantei vôo e do céu comecei a atirar bolas de fogo contra ele.
      Deivus se desviava delas com um pouco de problemas, e quando uma das várias bolas de fogo iriam queima-lo, ele as rebateu com seu  punho contra mim.
      Eu desci o vôo contra ele e tentei socar seu rosto, mas ele bloqueou com seus braços, e com meu outro braço que estava livre dei um gancho nele jogando-o para o ar.
      Voei atrás dele e comecei a socá-lo impedindo que ele caísse e depois voei um pouco mais e soquei-o em sua barriga, jogando-o no chão com toda minha força no chão.
      Antes que ele pude-se fazer algo, abri minha boca o máximo que pude, e senti um fogo escaldante subindo pela minha garganta, e uma bola de fogo gigante cresceu, e a joguei contra Deivus.
      Uma explosão que se espalhou por tudo envolta, as arvores queimaram, e o fogo consumia Deivus.
      Assim que a fumaça acabou, Deivus estava no chão, somente com sua cabeça e uma parte do seu tronco restante em seu corpo.
      -Me..enganei sobre você... – Mesmo que ele estava praticamente sem nenhuma parte de seu corpo, sabia que ele não iria morrer ali.
      Um borrão surgiu e apareceu do lado de Deivus, o velocista da rebelião.
      Ele se agachou e falou para Deivus:
      -Então você vence o líder dos Caçadores, mas perde para uma criança?
      -Calado, tolo.
      -Vamos logo, Deivus – Ele pegou Deivus no colo, e se virou para mim e disse:
      -Bom trabalho, mas nos veremos denovo – Ele pegou os bastões de ferro encravados no chão, e foi embora.

Criado por Sr.B

       

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