Capítulo
39: Batalha Feminina
Diana
Junto com Raynna e Everaldo, subimos
diversos andares, só restava a nós duas para ir atrás de Seuz e Helena, só de
pensar do que eles poderiam fazer...já me deixava nos nervos.
Quando passamos por uma grande janela,
Everaldo foi capaz de ver a tempestade se formando lá fora.
-Isso é preocupante, se ela está aqui –
Ele balançou a cabeça em sinal de negação – Não, o que podemos fazer agora é
alcançá-los antes que eles a encontrem – E continuamos a subir.
. . .
Depois de quinze minutos subindo escadas
sem descanso algum, por volta do 72º andar do prédio, encontramos uma inimiga.
Estávamos em um arsenal de armas de fogo e
brancas, no começo dele havia varias prateleiras compostas das mais diferentes
armas.
Continuando a andar à dentro, encontramos
algo parecido com um jardim, mas muitas vezes maior e com plantas exóticas de
selvas.
Composta por árvores grandes e médias,
arbustos que estavam no tamanho de um anão e até mesmo alguns animais andavam
por ali.
Em um dos galhos altos de uma árvore com folhas
rosa, uma mulher de cabelos vermelhos com olhos dourados como ouro, usando o
sobre-tudo da Rebelião, comendo uma maça.
-Humpf, a escória veio aqui nos impedir? –
Ela jogou a maça em um arbusto e pulou do galho, caindo em nossa frente.
Ao nosso lado, a porta para continuar a
subir estava livre, mas estava claro que ela não nos deixaria passar tão fácil.
-Vão vocês dois – Falei apontando para a
porta ao lado – Eu vou cuidar dela.
Ela
inclinou a cabeça para seu ombro, me observou e um sorriso surgiu em seu rosto.
-Você virá contra mim, alteza? Não acho
que lutar seja de seu estilo.
Assim como me ensinaram a poucos dias,
coloquei meu pé direito à frente e deixei o esquerdo parado onde estava.
Coloquei os punhos fechados para frente na direção dela, pronta para a luta.
-Boa sorte, nos veremos depois – Everaldo
afirmou com a cabeça ao terminar de falar, e foi aos andares de cima junto à Raynna.
Assim que me virei para a ruiva, ela
estava em minha frente com garras de um leão, mas pude ser rápida o bastante
para ir à atrás e desviar.
-Você até que é rápida – Ela estendeu seu
braço esquerdo contra mim e ele era uma serpente verde que se esticou com os
dentes pontiagudos transbordando veneno.
Esperei-a se aproximar de mim e desviei
para o lado direito, mas suas presas rasparam em meu braço.
Ao invés de somente fazer um arranhado
normal, o veneno entrou na minha corrente sanguínea com o misero rasgo em minha
pele, coloquei minha mão sobre o ferimento e corri para as fileiras de estantes
de armas.
A serpente deixou de se esticar e voltou
ao tamanho do braço dela, e se transformou em um membro novamente.
Espreitei-me entre as estantes tentando
não fazer barulhos, em uma das prateleiras no chão que estava com um espaço bem
vago, agachei-me e deitei ali, me escondendo.
Passos ecoavam pelo salão junto com o som
de algo sendo jogado no chão violentamente enquanto ela andava.
Conseguia ouvir algo rastejando pelo chão,
algo grande que batia de um lado para o outro nos corredores.
-Temos muito tempo ainda para brincar,
princesa.
O som dos passos ficou mais alto e mais
rápido, e lá de fora pude ouvir o som da chuva batendo no vidro do prédio.
Pelo canto do olho consegui vê-la entrando
no corredor em que eu estava.
Andando reto para minha direção, a mulher
ruiva vinha com algo rastejando por trás de seu mano, e somente quando ela se
aproximou fui capaz de ver o que era.
Uma cauda repitiliana de tom verde da
floresta, parecida com uma cauda de lagarto, mas com o tamanho aumentado para
uma versão humana.
Seu nariz estava com uma forma diferente
do normal, parecido com de um felino, farejando-me.
-Você pode tentar correr – Falou ela
andando passando a mão pelas prateleiras de armas, observando-as.
Depois de passar por mim e sua cauda de
lagarto estar em minha frente, repentinamente ela veio em minha direção se
envolvendo no meu corpo e me puxando para ela.
-...mas não pode se esconder! – Suas mãos
foram contra mim, com garras grandes e fortes o suficiente para cortar o aço no
menor dos golpes.
Instintivamente quando fui erguida,
estendi meu braço direito para a prateleira e peguei um machado que estava ali.
Virei-o rapidamente contra o rosto dela, e
para não se ferir ela me soltou, se afastando de mim com um salto para trás.
Quando suas pernas tocaram o chão, já não
eram mais pernas, mas sim uma cauda completa de serpente.
As escamas na parte do meio da cauda era
branca e envolta da parte branca um verde tom de floresta.
Seu cabelo vermelho curto agora estava com
um tom de cerejeira e chegava até seu joelho. Suas mãos estavam com garras
brancas gigantes e escamas verdes na mão.
Ela deslizou contra mim com sua cauda de
serpente, e rapidamente peguei algo parecido com um escudo totalmente prateado
com uma forma circular e defendi-me quando ela atacou.
As garras se cravaram no escudo mas não o
atravessaram, somente fez um rasgo nele.
Empurrei-a com o escudo para afastá-la,
mas sua cauda se amarrou em minhas pernas me derrubando.
-Não queria ferir uma garota,
principalmente da realeza, mas você está me irritando demais!
Ela me atacou com as garras gigantes
somente com seu braço direito e no mesmo momento ataquei-a com o machado em
minha mão, cortando sua mão para fora.
Tentei me soltar com o outro braço, mas
ele não respondia ao meu comando, só que ela me soltou, gritando pela dor causada
pela perda da mão.
-Sua...eu vou arrancar sua alma! –
Novamente ela gritou, e a língua dela se estendeu até minha direção e se
enroscou envolta da minha barriga, me erguendo no ar.
Ela começou a me apertar e senti o veneno
se espalhando para o resto do corpo, a dor do veneno e de ser apertada até meus
ossos começarem a ficar quebrados.
Depois de ficar ali por dois minutos
naquilo, gritei mais alto do que o normal, e o som ecoou por todo o salão,
quebrando os vidros e as prateleiras caíram com a potência do som.
Sua forma se desfez para a normal, ela
olhou para mim com rancor, e desceu os andares com seu manto rasgado em
pedaços.
Criado por Sr.B
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