Capítulo
1: Atentado na porta da Escola
Seuz
1 de setembro
Portal
Dimensional da Dimensão 12
Seis semanas
depois de tudo que ocorreu
-Dá licença! – Um cara com duas caras, uma
na parte da frente e outra na de trás da cabeça, me empurrou para o lado e saiu
apressado para a parte de configuração da máquina a nossa frente.
A propósito, eu sou Seuz Vlaghit. Daqui a
alguns meses, farei 13 anos. Cabelos escuros assim como meus olhos, são
desarrumados e na minha testa formam um topete, geralmente uso uma jaqueta de
cor preta sobre uma camiseta branca, e às vezes uso calças pretas que ficam
meio grandes em mim, nada de mais.
Há seis semanas a Líder de uma
organização, Rebelião, que tinha o objetivo de roubar os Sete Daimonas no
MultiVerso para si, (não sabemos o porquê disso), foi morta por mim e alguns de
seus outros membros lutaram com meus amigos, mas eles conseguiram fugir.
Ela tirou a vida do meu pai adotivo, que
antes de morrer havia deixado um bilhete para Cebolinha dizendo nele uma série
de instruções para o quê eu fazer caso algo de ruim acontecesse e tivéssemos
que nos separar algo que ele acreditava que poderia acontecer.
Eu
estava em uma multidão de outros alunos de diferentes espécies, idade e línguas
diferentes.
-Nū bada karō atē mainū cuma! – Disse um
ser com quatro braços e uma camisa preta regata rasgada nos 4 buracos do braço
e um short jeans, dois em cada lado do tronco gritando com uma garota da mesma
espécie que a dele.
Um ruído como unhas arranhando num quadro
negro, ecoou por todo o lugar silenciando todos ali.
-Todos preparados para iniciar um ano
letivo? – Disse uma voz masculina de locutor, falando o mais alto possível para
nos calar – Se não estiverem, pouco nos importamos!
Um zunido vindo da Máquina de Transporte
Dimensional (MTD) preencheu nossos ouvidos, e do portal de forma circular
surgiu uma fina camada de magia roxa, que tremeluzia sozinha.
-Vão! Agora uns avisos, tomem bastante
cuidado... – A maioria dos outros alunos seguiu para o portal, mas ¼ da
multidão de estudantes pelo menos ficou ali prestando atenção ao que ele
falava, assim como eu.
-...então sem brincadeirinhas! Qualquer
abuso à outros alunos será uma punição... – Uma explosão seguida de berros
monstruosos interrompeu-no, e um chiado saiu das caixas de som, que
provavelmente matou o locutor com a explosão.
Nós, os alunos que continuaram ali
escutando o aviso, corremos ao portal para fugirmos. Antes de eu entrar, vi de
relance em meio às pessoas correndo de medo ao que pudesse acontecer a elas,
uma pessoa com um manto preto que cobria seu rosto com uma sombra estava em
meio ao desespero das pessoas.
. . .
-Todos bem? Hã, chamem ajuda! – Dizia um
pequeno pinguim de terno para um walkie talkie.
Instantaneamente surgiu um homem com uma
aparência pouco idosa, mas com um cabelo de tom marrom escuro e era como um
capacete que chegava até seus ombros. Ele olhou de relance para mim, e vi seus
olhos dourados preocupados, mas por um breve momento uma expressão de alívio
tomou seu rosto, mas em seguida ele se virou para o pinguim e falou com ele.
Estávamos num jardim florido em frente à
uma construção com um caixote negro central com janelas gigantescas, e dois
tubos levando a outros cubos acima da construção, e estávamos envolta de uma
floresta.
O lugar estava um tumulto, e caminhei em
direção a porta da Escola, desviando dos alunos mais velhos que estavam
concentrados ou preocupados com outras pessoas, ou conversando sobre assuntos
aleatórios.
No portão imenso, havia a entrada para um
saguão enorme com um candelabro de ouro pendurado no teto que estava distante
de todos.
Entrei. Havia um carpete vermelho que
ficava em todo o saguão, que possuía duas escadas em cada uma das extremidades
em forma oval, com um tapete vermelho cobrindo a escadaria e levando ao segundo
andar.
Um garoto de pele morena, cabelos loiros
como se ele houvesse tomado um choque com roupas de ginástica gritava no meio
de todo mundo, que a propósito, grande parte dos alunos e professores que
estavam no Jardim entrou para ver os recados do Diretor.
O mesmo homem que havia surgido ao lado do
pinguim apareceu na porta e todos se silenciaram, exceto o loirinho do choque.
Ele gritava algo para alguém no segundo
andar, sem notar a presença do “cara”.
O homem continuou andando até as escadas,
e no meio do caminho, quando ele passou pelo moreno, ele caiu no chão quieto e
imóvel, e a maioria dos alunos novos ficou chocada com aquilo, poucos foram uma
exceção.
Ele
subiu ao segundo andar e parou na barra de ferro dourada de proteção, olhou
fixamente para todos embaixo, alunos e professores, e disse firmemente:
-Bem vindos a minha Escola, a Escola de
Magia e Poderes de Sapucaí!
Criado por Sr.B
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